Chile: Quatro mapuches raptados e torturados

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Quatro jovens mapuches da Comunidade Autônoma de Temucuicui foram sequestrados e atacados por um grupo de paramilitares, no setor de laguna Malleco, em Araucanía, no dia 03/11.

Os quatro jovens mapuches retornavam de uma jornada de colheita de remédios e frutos naturais na zona. Próximo das 8 horas da noite, foram interceptados por oito caminhonetes com paramilitares armados. O bando armado rendeu-os, amarrando-os e passaram a espancá-los na estrada mesmo. A sessão de espancamento e tortura se prolongou por mais de quatro horas.

Os mapuches denunciam ainda que, após a sessão de tortura realizada na estrada, foram levados por carabineros (polícia chilena) que foram acionados e passaram o resto da noite amarrados na delegacia do distrito de Victoria, na província de Malleco.

No dia 04/11, os quatro jovens mapuches foram liberados. A detenção foi considerada ilegal pelo próprio tribunal do velho Estado. Não lhes foi atribuído delito algum.

Crime policial impune

No dia 06/11, uma marcha foi realizada em Santiago para recobrar punição a uma série de criminosas ações policiais das Forças Especiais contra o povoado de Wallmapu desatada em dezembro de 2016.

A mais significativa ação repressiva ocorreu durante um cerco policial injustificado. Vendo a violência desatada indiscriminadamente, o mapuche Brandon Hernández Huentecol, decidiu proteger seu irmão de 13 anos e foi atingido nas costas e na pélvis por 180 esferas de chumbo disparadas por um policial que portava uma escopeta. Após passar por 16 complexas cirurgias, ainda hoje tem alojado em seu corpo pelo menos 30 esferas de chumbo. O responsável pelo crime, identificado como sargento Cristian Rivera Silva, segue impune.

A marcha foi reprimida pela polícia e vários foram detidos.

Estudantes e apoiadores da causa mapuche exigem justiça para o criminoso policial do caso Bradon, 06/11.

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