SP: Manifesto da Maloca Arte e Cultura, de Campinas

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O Comitê de Apoio ao AND - Campinas/SP, vem acompanhando a situação do centro cultural Maloca Arte e Cultura, que tem sido ameaçado de despejo há algum tempo. O centro é um importante espaço cultural-político de Campinas, que resiste à sanha das empreiteiras dos últimos gerenciamentos de plantão, oferecendo um espaço democrático para o convívio e o lazer de toda a comunidade local, o bairro de periferia Vila União, onde se produz música, teatro, grafite, filmes, debates etc. 

O gerenciamento Jonas Donizetti/PSB em conluio com empreiteiras e políticos oportunistas locais que diziam apoiar a Maloca, têm lançado sua ofensiva para dividir o campo da resistência, colocando como condição de salvamento de um espaço a entrega de outro, que seria ou do cursinho popular Herbert de Souza, da Capoeira ou do Ibeca. Todos estes espaços frutos da luta e mobilização locais dos moradores e mantidos pelo próprio esforço dos mesmos. 
Reproduzimos abaixo, a nota-manifesto dos companheiros da Maloca Arte e Cultura:


Poucos sabem, mas os terrenos da Vila União, em Campinas-SP, foram vendidos de forma nada transparente, sem o conhecimento e consentimento da população. 

Entre os anos de 2009 e 2013, a Cooperativa Operacional de Ararás vendeu 16 terrenos destinados a uso comunitário de maneira questionável e não publicizada, por valores muito abaixo do preço de mercado. Os terrenos da Maloca Arte e Cultura, do cursinho Hebert de Souza, Capoeira e Ibeca, além de algumas praças tradicionais da Vila União estão entre estes 16 terrenos vendidos. 
No dia 20/10/17 nós da Maloca Arte e Cultura participamos de uma reunião restrita entre representantes da Assosiação de Bairro, da Habiteto e do cursinho Hebert de Souza. Na reunião fomos informados da proposta vergonhosa e chantagista do comprador da maioria desses terrenos para resolver a questão dos espaços culturais e educacionais da Vila União. 

A proposta é um acordão para que a Maloca Arte e Cultura e a Gráfica Popular Maloca cedam o terreno do Centro Comunitário 10 de Outubro para a empreiteira (cujo o dono é o comprador dos terrenos da Vila União) em troca do terreno onde está o cursinho Hebert de Souza e o Ibeca. O mais interessante é que, mais uma vez, estão tratando de interesses da Vila União sem consultar a parte principal: Os moradores.
Não havia representante do Ibeca. Não havia ampla maioria de moradores. Estes sequer foram consultados. Nem no passado sobre a venda de terrenos sobre a Cooperativa de Ararás nem no presente sobre tal "troca".
Como confiar em um "acordo" feito a portas fechadas sugerido por uma pessoa que já se mostrou alheia em atender os interesses da população?

Fica claro que esse "acordão" é uma tentativa de desmobilizar as denúncias da venda desses terrenos. Fica claro também que o objetivo é dividir esses três espaços culturais que, há anos, tem tentado investigar a questionável aquisição das áreas de uso comum. 
Fica mais claro ainda, que este "acordão" é uma forma de apagar a história que esses espaços culturais vem construindo junto aos moradores da Vila União.

Diante da proposta vergonhosa apelamos aos coordenadores, professores do cursinho Hebert de Souza que não aceitem esse acordo. Apelamos também aos moradores da Vila União para que entre na luta de resistência por todos os espaços culturais e demais terrenos.Não se trata apenas de uma luta por terrenos, mas da continuidade de uma história que não pode e não deve ser apagada. Trata-se de uma luta por direitos de uma comunidade inteira que merece ser ouvida e ter a sua história respeitada.

Por nenhum espaço cultural, praça, terreno comunitário a menos na Vila União! 
Por nenhum metro da comunidade a menos!

Maloca Arte e Cultura
Novembro, 2017

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