Palestina: o tormento das prisões sionistas

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Uma das expressões tomadas pela opressão desenfreada do Estado sionista contra o povo palestino são as prisões políticas em massa. Desde a expansão da ocupação sionista em 1967, um quinto da população palestina que vive nos territórios ocupados já foi preso político, incluindo crianças e adolescentes. O número absoluto é de 750 mil palestinos. Em 2013, o número oficial era de 5 mil palestinos presos em Israel.

Um dos casos que a Redação de AND teve conhecimento é o do jovem palestino Sameh Abu Hamayel, hoje com 17 anos, preso em um território palestino chamado Ofra, ocupado pelos sionistas. O local é tido como um dos mais brutais campos de concentração.

Sameh Abu Hamayel foi detido em maio de 2017, com 16 anos, durante um protesto que entrou em conflito com as forças sionistas. Segundo sua prima, Ashjan Sadique Adi, jovem palestina residente no Brasil, em entrevista ao AND, ele foi preso por lutar contra a ocupação sionista e pela libertação do povo palestino.

A sua detenção ocorreu no vilarejo onde residia, chamado Koformalek, na Cisjordânia. Ele foi atingido por um tiro no joelho disparado por um soldado israelense. “Sabemos que os soldados israelenses são treinados para tirar nos olhos ou nos joelhos para que suas vítimas não possam mais andar ou enxergar”, revela Ashjan.

Na prisão, os prisioneiros são vítimas cotidianamente de torturas. “Em busca de confissões, os soldados bateram no joelho do meu primo”, denuncia ela. “Depois que inflamou, eles não ofereceram medicamento. Meu primo foi levado a um hospital só três meses depois”, prosseguiu, ressaltando que esse é o modus operandi nas prisões.

Visitas restritas, isolamento em cubículos, alimentação inadequada e água não potável incrementam a lista de crimes.

“Meu primo, adolescente, foi preso sem julgamento, sem previsão de saída, sem acesso a medicamentos, com direito restrito a visitas e sofrendo torturas.”, sintetiza Ashjan.

Georges Abdallah, militante da causa palestina

Fora do Oriente Médio a criminalização das lutas em defesa do povo palestino também é incrementada pelo imperialismo ianque e seus serviçais, principais cúmplices dos crimes cometidos pelo Estado sionista.

Como é o caso do preso político revolucionário Georges Abdallah. Militante comunista árabe e lutador pela libertação da Palestina, Abdallah foi condenado à prisão perpétua sem provas por “cumplicidade” em atos da Resistência Nacional palestina. A absurda sentença se deu por ordem do imperialismo ianque, na França, onde o militante continua encarcerado. 

Em 1999, completou a primeira parcela de sua absurda pena, mas seguiu sendo-lhe negado mesmo o pedido de liberdade condicional. Em 2003, o tribunal de execução judicial se pronunciou por sua libertação, mas Abdallah segue preso nas masmorras do imperialismo francês por medida cautelar emitida pelo USA.

Uma ampla campanha tem sido movida na França e em vários países do mundo exigindo sua libertação.

Manifestação exige libertação de Georges Abdallah,em Belleville, França, 2017.

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