Irã: Rebeliões contra governo terminam com 22 mortos

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Pobreza, opressão e brigas no seio do regime arrastam massas às ruas

Uma semana de violentos protestos sacudiram o velho Estado iraniano. Apesar de não divulgado o número médio de pessoas que foram às ruas, é sabido que mais de 1 mil manifestantes foram presos no transcorrer dos protestos. Com feroz repressão, o velho Estado deixou pelo menos 20 mortos. Dois policiais também morreram.

Os protestos iniciaram-se em repúdio ao anúncio do governo de aumentar o preço dos combustíveis e revogar ajuda mensal às famílias na extrema pobreza. Logo, surgiram pautas contra o desemprego - que já alcança 29%, quase um terço da população apta a trabalhar - a concentração de riqueza e a alta nos preços, e rapidamente tomou proporções políticas, pedindo o fim da gerência burocrática de Hassan Rohani, atual presidente. Alguns setores pediram o fim do regime teocrático.

Iniciados dia 28 de dezembro, na cidade de Meched, na província do Coração Razavi, os protestos ganharam proporções nacionais um dia depois. No ápice da revolta, os protestos atingiam já mais de 80 cidades e comunidades e vilarejos rurais. Os mais mobilizados foram jovens proletários.

Essas são as mais significativas revoltas desde as rebeliões que sacudiram o país em 2009, contra a suspeita de fraude eleitoral que elegeu Mahmoud Ahmadinejad como presidente até 2013.

Ao menos 21 pessoas morreram durante os protestos, incluindo dois agente da repressão. Além disso, mais de 1 mil foram presos pelo velho Estado. Para deter os protestos, no dia 3 de janeiro, a Guarda Revolucionária (denominação dada à unidade especial de repressão no Irã) enviou tropas às três províncias mais revoltosas. Isfahan, Lorestão e Ramadã receberam as tropas para “lidar com a nova revolta”, segundo o comandante major-general Mohammad Ali Jafari.

Além de caráter espontâneo e massivo, as rebeliões são insufladas pela profunda pugna no interior do regime iraniano entre diferentes grupos de poder e pelo imperialismo ianque e o regime sionista, que buscam cavalgar a revolta das massas. Uma análise particular desses aspectos poderá ser lida em AND 203, edição impressa, que sairá no dia 15 de janeiro nas bancas e comitês de apoio.

Manifestação contra carestia e a repressão do governo no Irã

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