AM: Kanamari ocupam DSEI para denunciar mortes por falta de assistência médica

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por Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Povos do Vale do Javari denunciam há pelo menos dez anos descaso com a saúde indígena.

Indígenas do povo Kanamari ocuparam a sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte (AM) em protesto de repúdio ao alto índice de mortes ocorrido nas aldeias devido a falta de assistência, na manhã de 12 de dezembro.

Na primeira semana de janeiro, duas crianças morreram em menos de dois dias. Elas apresentavam sintomas de diarréia e vômito e, segundo os indígenas, não tiveram atendimento no tempo devido. Uma delas, de um ano e oito meses, da aldeia São Luís no médio rio Javari, levou três dias para ser removida para a sede do município, mas morreu durante a viagem.

De acordo com levantamento feito pela organização Kanamari, de 2004 até 2017, 30 indígenas morreram por doenças ou cometendo suicídio. Em 2017, dez crianças das aldeias São Luiz e Lago Tambaqui morreram em consequência de doenças que poderiam ser evitadas.

Os indígenas relatam que solicitaram por várias vezes à Coordenação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) que enviasse profissionais para atender as comunidades com maior incidência de doenças, porém não obteveram resposta.

Na região do Vale do Javari, a população Kanamari é de aproximadamente 1.200 pessoas que habitam a região compreendida entre os rios Itacoaí e Médio Javari. Na terra indígena Vale do Javari, com cerca de oito milhões de hectares, situada nos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Jutaí e São Paulo de Olivença, vivem ainda os Mayoruna (Matsés), Marubo, Kulina, Tsohom Djapa e Korubo. Estima-se que lá existe o maior número de grupos indígenas sem contato com a sociedade envolvente.

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