RJ: Polícia espalha terror e destrói comércios no Jacarezinho, segundo moradores

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Na manhã do dia 25/01, moradores da Favela do Jacarezinho mais uma vez tiveram suas rotinas interrompidas pela ação do Estado e suas polícias. Cerca de 100 agentes da coordenadoria de recursos especiais da polícia chegaram à favela logo pela manhã para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão, dando início a um intenso confronto. Ao menos dois moradores ficaram feridos.

Logo que a operação começou, informações e imagens enviadas à redação de AND davam conta de inúmeras casas e estabelecimentos comerciais que foram arrombados e saqueados por policiais. Uma tabacaria foi invadida por policiais. O proprietário que preferiu não se identificar, disse que a loja estava fechada e que, temendo ser agredido, não questionou os policiais. Eles estavam “visivelmente alterados, carregando bolsas e mochilas”, segundo ele.

— Quando eles saíram, eu entrei torcendo para que não tivessem mexido em nada. Quando cheguei lá dentro, vi que tinham levado dois computadores e destruído a loja toda. Eu entrei em desespero e fui atrás, mas por causa dos tiros preferi voltar. Anos de trabalho destruídos por causa de um bando de canalhas que acham que nós somos bichos. Para eles todo favelado é bandido, animal. Estou revoltado. Por isso que muitos param de trabalhar e entram para a boca de fumo, por ódio desses bandidos e necessidade financeira — diz o homem em mensagem à redação.

— Eu nunca tinha visto uma demanda tão grande de moradores querendo vender e alugar suas casas e saírem da comunidade, o povo está com muito medo. Violência tem em tudo que é lugar, eu concordo. Mas nós queremos viver em um lugar onde possamos ser respeitados como cidadãos, onde a polícia não vai entrar na sua casa e sair quebrando tudo, se escondendo e outros absurdos que sabemos que acontecem — diz o morador Carlos Regis pelas redes sociais.

— Hoje a minha barbearia na localidade Prainha foi toda crivada de balas. Toda semana nós temos que fechar e parar de trabalhar por causa dos tiroteios. Nós somos trabalhadores e não aguentamos mais isso — diz o barbeiro Alessandro Braga pelas redes sociais.

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