O Brasil perdeu quase 21 mil empregos formais em 2017, segundo Ministério do Trabalho

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O ano de 2017 terminou com o fechamento de 20.832 vagas no mercado de trabalho formal no Brasil, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2017 divulgados pelo Ministério do Trabalho no dia 26 de janeiro. Este foi o terceiro ano consecutivo com perdas de empregos no setor formal.

Segundo o Caged, em 2017, ocorreram 14.635.899 contrações e 14.656.731 demissões, resultando em um saldo negativo de 20.832 postos formais.

O mês de dezembro do ano passado foi marcado pelo maior número de demissões do que contratações, tendo em vista que foram 910.586 admissões e 1.239.125 desligamentos, um saldo negativo de 328.539 vagas. Em dezembro de 2016 também havia ocorrido um maior número de demissões do que contratações, com um saldo negativo de 462.366 vagas.

O ano passado terminou com 38,29 milhões de empregos formais existentes, sendo que em 2016 o ano havia terminado com 38,22 milhões de pessoas trabalhando formalmente. Este resultado de 2017 foi o número mais baixo registrado de trabalhadores formais desde 2011, quando 38,25 milhões trabalhadores atuavam no setor formal da economia.

O país perdeu 2,88 milhões de postos formais, entre 2015 e 2017.

 

O resultado por setores da economia

Os setores da economia que mais fecharam postos de trabalho formal foram a construção civil (103.968 empregos a menos), indústria de transformação (19.900), indústria extrativa mineral (5.868), serviços industriais de utilidade pública (4.557) e administração pública (575).

Já os setores que mais abriram vagas foram o comércio, com 40.087 empregos gerados, agropecuária, com 37.004 vagas, e serviços com 36.945 empregos criados.

 

O resultado por regiões do país

As regiões Sudeste, Nordeste e Norte registraram mais demissões do que contratações em 2017: Sudeste, com 76.600 vagas a menos, Nordeste com 14.424 e Norte com 26 vagas a menos.

Apenas o Centro-Oeste e o Sul apresentaram mais contratações do que demissões: Centro-Oeste com a geração de 36.823 vagas e o Sul com 33.395 vagas.

 

O resultado por grau de escolaridade

As trabalhadoras e os trabalhadores com menor grau de escolaridade foram os mais afetados pela perda de empregos no setor formal da economia em 2017.

Os trabalhadores analfabetos perderam 800 vagas no setor formal, aqueles com ensino fundamental incompleto 188.887 vagas, os com ensino fundamental completo 139.546 empregos formais a menos e os trabalhadores com ensino médio incompleto 54.163 vagas.

Os empregos que exigiam o maior grau de escolaridade foram os que mais criaram postos formais de trabalho. Os postos de emprego que exigiam o ensino médio completo geraram 302.946 vagas, superior incompleto 24.201 vagas e superior completo 35.406 vagas.

 

O resultado por faixa etária

Os trabalhadores mais afetados pelo desemprego no setor formal foram aqueles que tinham mais de 40 anos de idade. A maior parte dos postos formais de empregos gerados em 2017 foi para os trabalhadores jovens até 24 anos de idade.

As faixas etárias até 17 anos e de 18 a 24 anos respondiam pelos 823.919 postos formais de empregos criados em 2017. Já a partir dos 25 anos de idade todas as faixas etárias apresentaram um maior número de demissões do que contratações.

De 25 a 29 anos foram 4.994 vagas a menos em 2017; de 30 a 39 anos foram menos 187.546 vagas; de 40 a 49 anos foram menos 206.624 vagas; de 50 a 64 anos foram menos 379.930 vagas; e 65 anos ou mais foram menos 65.656 vagas no setor formal da economia.  

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