RJ: Polícia espalha terror no Morro da Rocinha

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Na manhã do dia 25/01, moradores da Rocinha, na zona Sul do Rio de Janeiro, viveram horas de terror nas mãos das mais letais tropas da polícia do Estado. Logo pela manhã, enquanto milhares de crianças saiam de casa para a escola e trabalhadores saiam para mais um dia de labuta, 300 policiais do Choque, Bope e da Core invadiram a comunidade dando início a mais uma operação de guerra. Rapidamente, o conflito virou notícia nos maiores noticiários do monopólio da imprensa.
— Gente, o mundo está acabando aqui. Um morador foi baleado na porta da minha casa. A polícia só entra aqui de manhã no final de semana. Nós não aguentamos mais isso — denuncia uma moradora na internet.
No início da tarde, o confronto se alastrou para a favela vizinha do Vidigal, onde quatro moradores foram baleados. Líderes comunitários enviaram fotos e relatos à redação de AND dando mostras do desespero vivido por moradores durante quase seis horas de tiroteios. Cinco policiais foram baleados e um deles morreu no hospital no final da noite de ontem.
Por onde passaram, policiais deixaram um rastro de sangue, baleando moradores e até cães. Revoltados, moradores incendiaram um ônibus na Avenida Niemeyer no final da tarde. A via que liga os bairros do Leblon e São Conrado, no coração da zona Sul, ficou interrompida por horas em protesto contra a ação policial criminosa.
No início da noite, a favela estava às escuras, já que ao menos seis transformadores foram destruídos por disparos efetuados por policiais. Entregues à inércia do velho Estado em prestar qualquer tipo de auxílio na reparação da rede elétrica, no início da manhã do dia 26, moradores fizeram um mutirão para reativar os transformadores. No entanto, a ação foi interrompida por mais uma invasão da polícia e já há inúmeros relatos desesperados de moradores nas redes sociais dando conta de mais um dia de guerra civil reacionária.

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