Chile: Povo rechaça as eleições massificando o boicote eleitoral

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A Frente Estudantil Revolucionária Popular (FERP – Chile) emitiu uma nota em 23 de janeiro demonstrando um balanço a respeito do amplo boicote eleitoral realizado pelo povo em luta, nas eleições presidenciais de 2017. Cada vez mais se comprova o aumento em números das abstenções nas eleições.

Segundo dados emitidos pelo Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea) em 2013, cerca de 59% da população se absteve de dar o seu voto, tendo esse aumento se mostrando também nas eleições municipais de 2016, no qual um total de 65% do povo chileno boicotou as eleições. O massivo rechaço eleitoral permanece em alta quando dados apontam para 55% dos que não quiseram participar das farsa das eleições presidenciais de 2017. Os dados mostram também que o rechaço às eleições e as abstenções eleitorais é um comportamento frequente nas massas, inclusive antes de a participação eleitoral tornar-se facultativa e não mais obrigatória.

Tais fatos amostras são uma prova clara de que o descontentamento popular com a farsa eleitoral e com todas as siglas do Partido Único, inclusive com o oportunismo e o revisionismo, está aumentando, juntamente com sua rebelião. É o que a nota da FERP afirma: “Onde o velho Estado quer fazer parecer um triunfo, vemos a realidade: as pessoas se cansaram e se levantam contra a injustiça. Isso demonstra a justeza do boicote eleitoral que deu um salto quando conseguiu unir em uma frente tática as forças dispostas, denunciando a farsa eleitoral de forma combativa e alcançando novas formas de luta”.

A adesão popular ao boicote eleitoral é uma mostra do fracasso do sistema eleitoreiro e de todo o oportunismo nele incrustado, que tenta se fazer passar por oposição, traficando com as demandas do povo, conforme menciona a FERP. “Finalmente, o resultado das eleições mostrou o fracasso do oportunismo eleitoral e uma nova gestão da Piñera-FMI. Nesse cenário, devemos continuar a lutar pelos direitos do povo, mas ainda mais para combater o oportunismo, que em quatro anos tentará novamente se legitimar como ‘oposição’”, concluiu a organização.

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