USA: Jovens maoistas defendem o PCP

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Jovens maoistas da organização Guardas Vermelhos – Austin, no Texas, emitiram um longo artigo defendendo alguns aportes de validez universais do pensamento gonzalo e o marxismo-leninismo-maoismo. Os jovens citam ainda documentos do Partido Comunista do Peru (PCP) e também do Partido Comunista Maoista da França.

O artigo, que é parte de um debate com outra organização do mesmo país, remarca algumas questões importantes. Qualificando o Presidente Gonzalo como “maior maoista vivo”, os jovens maoistas defendem a tese da universalidade da guerra popular e a necessidade de um partido comunista maoista de novo tipo e militarizado.

“Rejeitando a universalidade da guerra popular prolongada, eles [a organização que está sendo criticada] sugerem que somos foquistas, simplesmente porque pretendemos aprender a batalhar na batalha, outro princípio maoista básico”, se posicionam. E prossegue: “Defendemos a construção de um grupo militarizado de revolucionários profissionais, que deve necessariamente ser testado em batalha. Defendemos o exército de novo tipo, que está empenhado em servir ao povo. Defendemos o estabelecimento de bases em áreas conquistadas através da guerra. Em tudo isso, o Partido deve conduzir.”.

Mais adiante, defendendo a necessidade da guerra popular, os jovens afirmam: “O centro do maoismo é a questão do poder político. O PCP afirmou claramente: ‘O que é o fundamental do maoismo? O fundamental do maoismo é o Poder. O Poder para o proletariado, o Poder para a ditadura do proletariado, o Poder baseado na força armada dirigida pelo Partido Comunista’.”.

“Partimos da nossa afirmação de que nós, o proletariado, estamos em guerra. Estamos simplesmente porque uma guerra é travada contra nós desde o nosso surgimento como classe. Nosso objetivo é transformar essa coisa no seu oposto, isto é, virar as tabelas da luta de classes para que seja a nossa classe quem suprima a burguesia. No que diz respeito à nossa linha de que o proletariado não é estranho à violência, insistimos que a realidade da nossa classe é violenta. Essas condições materiais de nosso tormento e exploração proporcionaram à nossa classe um potencial criativo para a violência revolucionária. A luta de classes é violenta, e o proletariado é a classe final da história humana que precisa de violência para realizar seu objetivo de acabar com todas as classes.”, concluem.

Jovens maoistas de Austin, Texas, em marcha contra Trump, no ano passado

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