A jovem combatente palestina em julgamento

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Ahed Tamimi, que completou 17 anos em janeiro, está sendo julgada desde o dia 13 de fevereiro, por uma corte militar sionista, por estapear um soldado do Exército israelense que invadira seu quintal, no vilarejo Nabi Saleh, na Cisjordânia, em dezembro de 2017.

Na ocasião, o Exército sionista realizara uma operação - entre tantas cotidianas - contra as massas palestinas que protestavam. Ahed Tamimi, junto com duas outras mulheres, vão para cima de dois soldados exigindo que saiam do local. Particularmente Tamimi demonstra extrema decisão e coragem, acertando tapas, chute e empurrão contra o soldado que, armado, fica sem reação. Não foi a primeira vez que enfrentou a repressão sionista. Aos 11 anos, então em 2012, ela aparece em vídeo rechaçando um soldado israelense armado com fuzil.

Ahed tinha outros motivos para sua revolta. No mesmo dia em que exigiu que o soldado saísse de sua casa, o seu primo Mohammed levou um tiro na cabeça e perdeu parte do cérebro.

Em uma das ocasiões, detidas nas mãos do inimigo sionista, ao ser perguntada por uma soldado o que teria feito com os soldados, ela respondeu: “Tire-me as algemas e eu lhe mostro”.

Contra Ahed Tamimi e sua mãe, pesam mais de 17 acusações, entre agressão, ameaça, incitação à violência e tantas outras acusações que se resumem a uma só: resistência à agressão sionista.

Bassem Tamimi, pai de Ahed, afirmou: "Estou triste, preocupado, mas também estou orgulhoso e confiante. Ahed é muito forte. Ela se tornou o espírito de sua geração”. "Criei meus filhos na resistência. Se não houvesse ocupação, poderia mandar minha filha para a aula de dança.", arremata.

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