MFP: Viva o 8 de março! Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!

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Reproduzimos a seguir o Boletim produzido pelo Movimento Feminino Popular (MFP) por ocasião do 8 de março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. O arquivo pdf do Boletim está disponível aqui para impressão.


Levantar as mulheres do povo para a revolução

Neste 8 de Março, uma vez mais, nós mulheres do MFP – Movimento Feminino Popular saudamos efusivamente a nossa gloriosa classe proletária e especialmente as mulheres do povo de todo mundo, afirmando peremptoriamente que este é o dia internacional das mulheres do povo e não de todas as mulheres como todo o feminismo burguês/pequeno-burguês alardeia juntamente com as agências do imperialismo e os governos reacionários em todo o mundo.

Saudamos orgulhosas de nossa condição feminina a todas as mulheres do nosso heroico povo, as operárias, as camponesas, as trabalhadoras do comércio, do transporte e demais serviços, as trabalhadoras funcionárias públicas, as trabalhadoras domésticas e donas de casa, as estudantes, as profissionais liberais, intelectuais e artistas progressistas, saudamos as jovens, as adultas e as anciãs, saudamos todas as crianças de nosso país, afirmando a esperança de um Novo Mundo com a certeza   da luta classista e revolucionária.

Neste grandioso dia queremos glorificar a memória das heroínas de nossa classe e exaltar seu papel para todo sempre, luminoso exemplo expressos em Louise Michel (francesa), Jenny Marx (alemã), Clara Zetkin (alemã) Rosa Luxemburgo (polonesa), Alexandra Kolontai (soviética), Chiang Ching (chinesa), Tina Modotti (italiana), Olga Benário (alemã), Augusta de la Torre Carrasco e Yovanka Pardavé Trujillo (peruanas).

Saudamos as mulheres de nosso povo, reverenciando a memória das combatentes, que na história da luta de classes no Brasil dedicaram suas vidas à revolução. Sobretudo aquelas que encarnaram de forma mais profunda a ideologia do proletariado e, de armas nas mãos, lutaram pela destruição do velho Estado burocrático-latifundiário e pela Nova Democracia e pelo Socialismo no Brasil e o Comunismo em todo o mundo. Saudamos estas intrépidas combatentes brasileiras nas figuras das companheiras combatentes da Guerrilha do Araguaia, militantes do Partido Comunista do Brasil: Dinalva Oliveira Teixeira (Dina), Helenira Resende (Fátima), Maria Lúcia Petit (Maria), Dinaelza Santana Coqueiro (Mariadina), Luzia Reis (Baianinha), Suely Kanayama (Chica), Lúcia Maria de Souza (Sônia), Luiza Garlippe (Tuca), Jana Moroni Barroso (Cristina), Áurea Valadão (Elisa), Maria Célia Correa (Rosa), Telma Regina Correia (Lia), Walkiria Afonso da Costa (Walk).

Saudamos a fundadora do Movimento Feminino Popular nossa querida companheira Sandra Lima, que nos deixou em 27 de julho de 2016, seu incansável exemplo de luta e sua convicção de que “O Brasil precisa de uma REVOLUÇÃO!”.

Por fim, saudamos as mulheres proletárias e as massas populares que combatem de armas nas mãos na guerra popular dirigida por partidos comunistas maoístas no Peru, Índia, Turquia, Filipinas e nas guerras de libertação na Palestina, Iraque, Afeganistão, Síria e outros países dominados pelo imperialismo.

Glória eterna às heroicas combatentes que na luta revolucionária deram suas vidas pela libertação do povo e dos países dominados pelo imperialismo!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

Agrava-se a crise do imperialismo, cresce a luta revolucionária dos povos!

O mundo está sacudido por grandes tormentas provocadas, por um lado, pela crise geral resultante da decomposição e afundamento do imperialismo que se expressa principalmente no incremento das guerras de rapina pela repartilha do mundo, agudizando a contradição principal entre nações oprimidas e imperialismo;  por outro lado, pela reação das massas populares contra a exploração e opressão e resistências às guerras de rapinas e de agressões contra seus países e principalmente pelas guerras populares dirigidas por partidos comunistas maoístas no Peru, Índia, Filipinas e Turquia, ademais das greves e revoltas populares nos próprios países imperialistas e principalmente das greves e revoltas camponesas e de povos originários nos países dominados pelo imperialismo. Como nos ensinou o Presidente Mao Tsetung, a lei do imperialismo é provocar distúrbios e fracassar sucessivamente até sua derrota definitiva. Por outro lado “A lei do povo é lutar e fracassar, tornar a lutar e fracassar novamente, lutar outra vez até triunfar definitivamente!” Em todo o mundo se levanta uma Nova Grande Onda da Revolução Proletária Mundial!

Intervenção prepara futuro golpe de Estado! Exército intensifica guerra contra o povo.

O gerente de turno Michel Temer, por imposição do Alto Comando das FF.AA. e “conselho” da embaixada do USA, decretou intervenção na segurança pública em todo o estado do Rio de Janeiro. A decisão põe todo o aparato de repressão estadual – polícias civil e militar – sob comando centralizado das Forças Armadas.

As favelas do Rio de Janeiro estão sendo convertidas em campos de concentração, com invasões de residências, revistas vexatórias, humilhações e o nefando decreto dá carta branca aos militares para execuções sumárias, com a garantia de impunidade com a “segurança jurídica” exigida pelo comandante do exército, general Eduardo Villas Bôas. As tropas com armas de guerra e munições de alta letalidade passarão a atuar sem limites invadindo as favelas, cercear a vida dos moradores e não ter punição nem por previstos “danos colaterais envolvendo civis inocentes”, ou seja, autorização de aterrorizar, torturar e assassinar impunemente os moradores pobres das favelas, tudo sob a cobertura da “justiça militar”.

A intervenção do exército no Rio de Janeiro não acontece para garantir a “segurança pública” e combater a criminalidade, como anuncia o governo e o Alto Comando e cacareja o monopólio de imprensa com Rede Globo à frente. É sim um planificado ato preventivo a revoltas populares, como as que estão explodindo, volta e meia, país afora (as recentes de Humaitá-AM e Correntina-BA) saturado que já se encontra o povo de tantas injustiças e desmandos dos governantes. Ao mesmo tempo é balão de ensaio na criação de opinião pública consentida, para futuro golpe de Estado, frente  a inevitável insurgência popular contra o estado de miséria e de abandono que tem relegado as massas trabalhadoras da cidade e do campo, este caduco sistema de exploração e opressão do povo, e de subjugação da nação brasileira.

O fracasso da Operação Lava Jato, política do establishment dirigido pelos ianques na pretensão de limpar a fachada das carcomidas instituições do velho Estado brasileiro, através da punição de autores de corrupção varrer as velhacas cúpulas dos partidos oficiais e apresentar “caras novas” na política e assim recuperar moralidade e legitimidade para seu chamado Estado Democrático de Direito, faz o imperialismo lançar mão da principal força de repressão para garantir não só a aprovação das “reformas” antipovo e vende-pátria de que necessita para safar-se de sua profunda crise geral, mas principalmente enfrentar a crescente ameaça da derrocada política de seu sistema de exploração.

São as forças armadas do velho Estado brasileiro de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente ianque, que historicamente aplastaram a ferro, fogo e sangue todas as tentativas de uma verdadeira revolução democrática de nosso heroico povo brasileiro, formado por operários, camponeses, pequenos e médios proprietários da cidade e do campo, professores, estudantes, intelectuais e artistas progressistas, indígenas e remanescentes de quilombolas. O exército brasileiro é, em última instância, o principal garantidor e guardião, o “braço forte” deste poder genocida desse atrasado capitalismo burocrático, da semifeudalidade e do imperialismo que esmagam nosso povo e entravam o progresso de nossa pátria, mantendo o país afundado neste mar de lama de corrupção endêmica, modus operandi deste Estado e que graça desde as altas cúpulas às entranhas de todas suas instituições. Haja vista o período em que esteve no comando do regime civil-militar entre (1964-1985). Mesmo diante do chamado regime “democrático” sempre estiveram no comando da contrainsurgência popular.

Diante da gravidade da crise social, política e moral que vivemos no Brasil, cuja base é a crise geral de decomposição do capitalismo burocrático do país dentro da crise geral do imperialismo, a única saída para os exploradores e traidores da pátria é lançar uma guerra civil reacionária contra o nosso povo. Nosso povo responderá a este crime medida por medida, até pôr abaixo todo este secular sistema de exploração e opressão.

Nem intervenção militar, nem farsa eleitoral! O Brasil precisa de uma grande revolução!

O povo brasileiro já está farto de tanta mentira e enganação promovida pelas classes dominantes em nosso país. Enquanto aumentam a exploração retirando direitos e favorecendo os monopólios, insistem na velha farsa eleitoral, vendendo a ilusão de que a mudança dos gerentes de turno no velho Estado é o caminho para a mudança no país. Todas as siglas do partido único (PSDB, PMDB, PT, PDT, PSD, PCdoB, etc.) já passaram pela gerência do velho Estado burguês e latifundiário e provaram que estão a serviço do latifúndio, da grande burguesia e do imperialismo, principalmente USA. O povo está cansado de enganação. O boicote às eleições é crescente eleição após eleição. Nas últimas eleições presidenciais, para governadores e de muitas prefeituras a soma dos eleitores que não comparecem para votar com os votos brancos e nulos superaram os números de votos dos eleitos. A abstenção e o rechaço popular à farsa eleitoral é fato inconteste e aumentará a cada pleito.

As condições de vida do povo pioram ainda mais a cada dia com o aumento da carestia de vida, desemprego, endividamento, aumento das concentrações de terras nas mãos dos malditos latifundiários que mandam no judiciário, legislativo e executivo. O povo está morrendo à míngua nos hospitais, não há médicos, não há leitos, não há exames, não há medicamentos essenciais e quem mais padece com isso são as mulheres.

No campo, a concentração de terras aumenta como nunca. Os crimes dos latifundiários contra o povo continuam impunes. Enquanto o Estado promove sua “regularização das terras”, que nada mais é que a legalização das terras griladas para especulação pelos latifundiários e mineradoras! As massas respondem cada vez mais a esta situação com sua justa rebelião. Isto sim é o novo! A organização da revolta das massas populares do nosso país para destruir este sistema podre e corrupto é o caminho para construir uma nova nação.

Nem intervenção militar, nem farsa eleitoral melhorarão a vida do povo! Para se libertar de séculos de dominação, o Brasil precisa de uma Revolução! Revolução Democrática, que se inicia com a Revolução Agrária para entregar aos camponeses pobres, à classe operária, aos servidores públicos, professores e estudantes, bem como aos pequenos e médios proprietários, tudo o que lhe foi usurpado pelas classes de latifundiários e grandes burgueses serviçais do imperialismo, principalmente ianque.

 

A crise no país aumenta a violência sobre as mulheres

Só a revolução porá fim a esta violência

Os índices de violência contra as mulheres no Brasil vêm aumentando ano após ano e ultrapassaram os 5 milhões de mulheres agredidas fisicamente no ano de 2017 (segundo estatísticas oficiais), mas há investigações que estimam que em um ano o número de mulheres agredidas fisicamente possa chegar à cifra de 19 milhões. No ano de 2015 aconteceram 1 estupro a cada 11 minutos e estes foram somente os dados registrados. Estima-se que estes sejam apenas 10% do total dos casos que realmente acontecem. Ou seja, o Brasil pode ter a taxa de quase meio milhão de estupros de mulheres a cada ano. Além disso, nosso país ocupa a marca de 5° lugar entre os países com maior taxa de feminicídio.

Toda esta horrenda realidade é produto da sociedade dividida em classes baseada na exploração e opressão do ser humano, e é reproduzida por todos os meios pelo capitalismo de modo geral e particularmente pelo capitalismo burocrático vigente em nosso país, no qual impera um sistema de exploração e opressão semicolonial/semifeudal. Esta brutal realidade cresce exponencialmente com crise geral deste sistema. As instituições de seu velho Estado de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente ianque e em especial os monopólios de comunicação e imprensa promovem a propaganda duma falsa promoção e liberdade das mulheres e jovens com a fantasiosa ideia de um ilusório “empoderamento feminino” (discurso da ONU). O mesmo repetem os partidos oportunistas fazendo coro com a reação. Por todos os meios de difusão e propaganda do lixo ideológico e cultural da burguesia, com a rede globo na vanguarda, justificam e fazem a apologia de comportamentos sexuais supostamente liberados, adornados pelos discursos de liberdade e “diversidade. No último carnaval, por todo o país, a rede globo hipocritamente liderou os grupos do feminismo burguês e pequeno-burguês na campanha em que distribuiu para as mulheres foliãs tatuagens temporárias com os dizeres “Não é não!”. Logo a Rede Globo, a principal promotora da utilização da mulher como objeto sexual e de várias formas de prostituição em suas novelas e programas como Big Brother.

Mas o que fazem é traficar com as justas demandas das mulheres do povo. Seu combate à violência contra a mulher é só uma manipulação das massas, que joga as mulheres contra os homens para dividi-las e desviá-las do caminho da luta contra este sistema de exploração e opressão, que é a base de manutenção e reprodução do patriarcado e de todos os prejuízos para as mulheres que dele decorre.

O feminismo burguês e pequeno-burguês servem às classes dominantes

O feminismo burguês e pequeno-burguês, em sua repetição dessa propaganda, dá todo apoio à política deste velho Estado nas campanhas pelo “empoderamento feminino” e difunde a ilusão de que suas leis populistas, como a “Lei Maria da Penha”, como são todas as leis punitivas no capitalismo elas se voltam contra as massas. E este Estado não cumpre as medidas “protetivas” prevista em tal lei. E o próprio tratamento desprezível que suas autoridades policiais dispensam aos casos de violência contra mulheres deixa patente o vínculo existente entre a opressão da mulher e a dominação de classe.

O feminismo burguês e pequeno-burguês é um instrumento importante a serviço da política de dominação das classes exploradoras do nosso país ao diluir as diferenças e a contradição antagônica de classes, que separam por um abismo as mulheres trabalhadoras exploradas da minoria de mulheres das classes proprietárias exploradoras. Advogando que a luta é de todas as mulheres contra os homens e a falácia de que a opressão da mulher pode ser suprimida nos marcos desta sociedade capitalista tais movimentos servem de suporte ideológico e político à velha ordem de exploração e manutenção do patriarcado que dizem combater. É assim que servem a desviar as mulheres do povo da única via que pode conduzir à sua verdadeira emancipação, a luta revolucionária de sua classe pelo Poder.  O revolucionário peruano José Carlos Mariátegui, definiu de maneira magistral a diferença de classes entre as mulheres, contrapondo-se a falsa tese idealista da “luta de gênero”, da “união de todas as mulheres”, afirmando: “as mulheres, como os homens, são reacionárias, centristas ou revolucionárias. Não podem, portanto, combater juntas a mesma batalha. No atual panorama humano a classe diferencia os indivíduos mais do que o sexo”.

Os movimentos feministas burgueses e pequeno-burgueses e suas reivindicações não fazem mais que somente arranhar a superfície do problema da opressão feminina ao se oporem à verdade de que suas reais causas e raízes são a propriedade privada e suas decorrentes relações de exploração do homem pelo homem. Apontam o patriarcado como sua causa original e se negam a ver que este é tão somente resultante da propriedade privada e da sociedade de classes.

Historicamente os sistemas de exploração e opressão relegaram as mulheres do povo às funções mais secundárias na sociedade, a de meras reprodutoras exaltando-as como rainhas do lar para que se resignassem à condição da escravidão doméstica. Tudo para reduzir ao máximo sua prática social e assim aplastar sua participação na luta de classe. Com o advento do capitalismo não foi diferente, nele cabe às mulheres do povo a extenuante tarefa do trabalho doméstico, trabalho invisível e embrutecedor que garantem a reprodução da força de trabalho para as classes exploradoras na forma de trabalho gratuito: as mulheres lavam, passam, cozinham, cuidam dos doentes, das crianças e idosos. Com isto os salários podem ser mantidos em níveis baixíssimos, o patrão não precisa desembolsar nada para garantir seu empregado alimentado e vestido. Ele explora a classe de duas formas: na fábrica, com pouca paga e no lar, com o trabalho não pago da mulher. Quando são inseridas na produção social é para aumentar a exploração da classe impondo à elas uma dupla jornada. Hoje no Brasil as mulheres são maioria em muitas funções e profissões e de modo geral a metade das massas empregadas nas unidades de produção e serviço, na cidade e no campo. Ademais de que ainda é imensa a quantidade de mulheres presentes na chamada economia informal e das que só trabalham nas funções domésticas, como empregadas ou donas de casa.

Mas com o capitalismo as mulheres foram ingressadas crescentemente na produção social como forma do capitalista aumentar a exploração da classe. Esta situação ampliou a prática social de crescente números de mulheres. Ainda que este ingresso das mulheres na produção fez recair sobre elas a dupla jornada, potenciou sua participação na luta de classes. Para frear o crescimento da participação das mulheres na luta de classes os regimes de exploração lançam mão da propaganda da promoção e valorização da mulher e nisto o feminismo burguês e pequeno-burguês lhes servem com suas teorias da libertação da mulher nos marcos da sociedade capitalista, tal como o muito em voga “empoderamento feminino”, atiçando as mulheres contra os homens, dividindo a classe em sua luta por direitos e emancipação política. Ademais de toda a sorte de prejuízos à condição da mulher a cultura machista e o embrutecimento resultante da pregação das igrejas que se arvoram em donas do corpo da mulher impondo um mito absurdo sobre a procriação condenam as mulheres à obrigação de levar até o fim uma gravidez indesejada. Assim milhões de mulheres em nosso país, pelas circunstâncias da pobreza e do abandono, são obrigadas a fazer clandestinamente o aborto nas piores condições, criminalizado que é a interrupção da gestação, condenadas ou à prisão ou às sérias sequelas em sua saúde física e mental, quando não à morte. É o que provam os estarrecedores números de óbitos, reconhecidos inclusive pelas instituições do velho Estado. Tudo isto demonstra que longe de qualquer ilusório “empoderamento”, o gigantesco contingente de mulheres trabalhadoras não tem sequer o direito de decidir sobre seu próprio corpo e se acham aprisionadas e cercadas por todos os lados e de todas as formas.

Ao contrário, nas classes exploradoras, a mulher compra o alívio da opressão sexual das mãos das mulheres proletárias e camponesas, explorando-as na produção e como babás e empregadas domésticas. Desta forma, as mulheres das classes dominantes são as únicas que podem atingir condição similar à do homem de sua classe nos marcos do sistema capitalista.

 

A origem da opressão feminina é a propriedade privada e a sociedade de classes

Só a revolução proletária emancipará as mulheres

A opressão feminina tem origem na propriedade privada e divisão da sociedade em classes antagônicas. Inicialmente, o patriarcado derruba o direito materno em função da propriedade privada, atendendo à necessidade do homem de garantir a herança para seus filhos e revelou-se uma armadilha terrível para as mulheres, já que a elas também interessavam a herança para seus filhos. A forma de família patriarcal monogâmica garante essa nova exigência. As novas relações de propriedade, entretanto, fez com que cada vez mais a divisão da sociedade entre homens e mulheres se tornasse secundária em relação a divisão da sociedade em classes sociais. A intensidade e os efeitos da opressão sexual, aplicada originalmente sobre o conjunto de mulheres, são relativos à sua condição social, de classe proprietária ou de classe despossuída e explorada. A família individual que se estabelece então é uma unidade econômica fundamental da sociedade de classes. O que com o capitalismo não só se manteve como reforçou-se.

Em razão da origem e causa da opressão feminina ser a propriedade privada e divisão da sociedade de classes e dessa relação ser de exploração e opressão, somente a erradicação completa destes fatores e sua substituição por novas relações de produção baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção social e de distribuição da riqueza pode conduzir a emancipação das mulheres ao emancipar politicamente a classe operária e demais massas trabalhadoras. Ou seja, a revolução social do proletariado – composta por homens e mulheres – para o estabelecimento do socialismo em transição para a sociedade sem classes, o comunismo.

 

No Brasil a emancipação da mulher se dará com a Nova Democracia e o Socialismo

Somente o socialismo, ao destruir a propriedade privada dos meios de produção, pode criar as condições para a erradicação de toda forma de opressão feminina. Primeiro ao integrar as mulheres na produção social, industrializando o trabalho doméstico, criando creches nos bairros e nas unidades de produção, o trabalho coletivo social no cuidado dos idosos, ademais do estabelecimento de igualdade de direitos e de fato para as mulheres, bem como o estímulo e acesso a todos os níveis de educação e funções de direção nas mais diferentes esferas da produção e atividades sociais e culturais. Todas essas transformações elevam como nunca antes a prática social das mulheres e em especial a sua participação na luta de classes.

No socialismo, estarão dadas todas as condições para que as mulheres avancem para sua completa emancipação e para o fim de toda a opressão feminina.

Por isso mesmo o movimento feminino revolucionário não despreza a luta das mulheres por demandas específicas, ao contrário, com base no princípio de unir toda a classe operária e demais massas trabalhadoras da cidade e do campo, liga indissoluvelmente estas demandas ao principal que é a luta política revolucionária pelo Poder proletário, o Socialismo no rumo do Comunismo. No Brasil, como nos demais países dominados pelo imperialismo, o Socialismo será alcançado através da luta pela Nova Democracia, revolução para a qual é necessário despertar a fúria das mulheres trabalhadoras secularmente represada como poderosa e imprescindível força revolucionária.

 

A origem e simbologia do Dia Internacional da Mulher Proletária

O dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher Proletária tem uma importância especial na luta revolucionária de todos os povos. O tributo à luta das mulheres das classes exploradas e oprimidas de todos os países foi proposto por Clara Zetkin – dirigente do Partido Social Democrata (Comunista) da Alemanha – na II Conferência de Mulheres Socialistas em 1910, realizada na Dinamarca. Aprovada pelas delegadas, a homenagem foi realizada em dias diferentes nos primeiros anos.

            No dia 8 de março de 1917, no auge de uma situação revolucionária, ocorreu uma passeata com dezenas de milhares de operárias contra a fome, a guerra e o czarismo, sob a direção dos bolcheviques em Petrogrado, então capital da Rússia, dando início a uma greve geral política contra o regime czarista. Esses acontecimentos marcaram o período revolucionário mais importante da humanidade – a Grande Revolução Socialista de Outubro  em 1917 – quando a classe operária russa e a classe camponesa aliada histórica, tomam o poder e iniciam a construção da primeira pátria socialista da história, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS. É em homenagem a esta rebelião das operárias russas que a celebração do Dia Internacional da Mulher Proletária passa a ser realizada no dia 8 de março, pelos movimentos revolucionários de mulheres em todo o mundo, como marca do conteúdo de classe da data.

            Nos anos de 1950, as classes dominantes reacionárias tentaram suprimir estas referencias históricas vinculadas ao movimento comunista internacional, tentando transformar a data em dia internacional de todas as mulheres, exploradoras e exploradas, opressoras e oprimidas. Apresentaram a versão mentirosa de que a greve das tecelãs em Nova Iorque, quando morreram 129 operárias e 17 operários, num grande incêndio trancado pelos patrões dentro do prédio em chamas, havia ocorrido no dia 8 de março e daí esta data passou a ser comemorada internacionalmente. Como não podiam suprimir o caráter classista de uma data já consolidada em todo o mundo, buscaram então uma luta acontecida fora do território socialista.

A defesa dos livros de história da burguesia, repetida em coro pelo oportunismo e o revisionismo, fazendo referência às operárias de Nova Iorque é, portanto, uma farsa. Não que o fato não tenha ocorrido, nem que a luta das operarias estadunidenses não tenha importância e não seja parte do movimento operário internacional. Pelo contrário, elas são mártires da luta do proletariado e pela emancipação da mulher. Mas seu martírio não se deu no dia 8 de março, e sim no dia 25 de março de 1911. O Dia Internacional da Mulher Proletária não foi instituído com referência neste acontecimento e sim na Grande Revolução Socialista de Outubro em 1917.

O que o imperialismo pretende na verdade é negar que o Dia 8 de Março está vinculado à Revolução Proletária Mundial e pertence, portanto, às massas exploradas e oprimidas de todo o mundo que combatem o imperialismo. E isso a reação não pode permitir em sua vã tentativa de negar a revolução e de apagar da história os feitos históricos da classe operária e do campesinato dirigidos pelo grande Partido Comunista da União Soviética, sob a grande liderança de Lenin e Stálin.

 Viva a luta popular e revolucionária das mulheres!

Viva o Bicentenário do Gigante Karl Marx

Em 5 de maio de 2018 completam-se 200 anos do nascimento de Karl Heinrich Marx, genial fundador do socialismo científico, em Tréveris, na Alemanha. Pela passagem de tal acontecimento, o Movimento Feminino Popular presta sua homenagem a um dos maiores pensadores revolucionários da História da Humanidade, dirigente do proletariado internacional e artífice da ciência que trata das leis gerais que regem a matéria, o universo, a natureza, a sociedade e o pensamento.

A concepção marxista da opressão feminina é a que guia o Movimento Feminino Popular em nossa linha ideológica e prática revolucionária. Foi Karl Marx, junto com seu companheiro de armas Friedrich Engels, que através do estudo do desenvolvimento histórico da humanidade demonstrou que o problema da opressão feminina tem sua origem e determinação no surgimento da propriedade privada (quando na base da sociedade primitiva, a família patriarcal monogâmica substituiu o matriarcado) e em suas decorrências de divisão da sociedade em classes antagônicas e aparecimento do Estado.

            A obra de Karl Marx, rigorosamente científica, demonstrou de modo irrefutável a inevitabilidade da substituição do capitalismo pelo comunismo, e que tal transformação será obra do proletariado, guiado por seu partido revolucionário, que por meio da sua emancipação política (a conquista do Poder e estabelecimento da Ditadura do Proletariado para eliminar as classes sociais e suas derivações como etapa de transição, o socialismo) conduziria à emancipação da Humanidade, a sociedade sem classes, à sociedade comunista.

 

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