Mulheres exaltam a luta revolucionária pelo mundo

Declarações saúdam Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Várias organizações e movimentos revolucionários exaltaram, nessa primeira quinzena de março, o Dia Internacional da Mulher Proletária (8 de março) e a atuação das mulheres combatentes nas lutas revolucionárias pelo mundo. Essas declarações somam-se ao pronunciamento dos Comitês Vermelhos de Mulheres da Áustria e Alemanha (já noticiados em AND 205).

No Chile, a Frente de Estudantes Revolucionária e Popular (Ferp) também exaltou a data. Reafirmando seu caráter e origem classistas, o movimento estudantil ressalta seu compromisso por “desenvolver o Movimento Feminino Popular” no país.

“Se as revolucionárias não mobilizarem, politizarem e organizarem as mulheres, os oportunistas e as corporações do velho Estado o farão”, advertem. “Devemos brigar por dirigir o movimento feminino até a emancipação feminina, luta que o oportunismo e o revisionismo do feminismo burguês e pequeno-burguês estanca na farsa eleitoral ou protocolos burocráticos”.

No Brasil, o Movimento Feminino Popular (MFP) lançou um boletim destacando a luta revolucionária em marcha como guerra popular prolongada no Peru, Índia e Filipinas. Logo na capa, destacam-se unidades de guerrilheiras nos respectivos países.

Além de enfatizar o caráter de classe da data e a necessidade de aumentar o nível de politização das mulheres em torno da ideologia do proletariado, o MFP denuncia os preparativos para o golpe de Estado militar contrarrevolucionário, expresso na intervenção militar que tomou o controle do estado do Rio de Janeiro.

No México, as revolucionárias destacaram que “para nós, fica claro que a luta contra o patriarcado é principalmente uma luta contra o capitalismo burocrático, a semifeudalidade e o imperialismo”, pois, arrematam, “não haverá emancipação da mulher sem revolução proletária”.

Na Bolívia, o jornal Análisis y Opinión fez uma abordagem expondo a violência sistemática que as mulheres são alvo, incentivada pela velha sociedade e com a conivência do velho Estado.

O jornal, no entanto, destaca que “uma posição revolucionária sobre esse assunto é diferente do feminismo burguês ou pequeno-burguês”, pois reconhece que a opressão sexual está intimamente ligada “com a exploração de classe”.

“O Dia Internacional da Mulher Proletária é, essencialmente, uma celebração comunista, um grito de luta contra a velha sociedade pela revolução e pelo comunismo.”, concluem.

Na Itália e em outros locais movimentos femininos revolucionários também emitiram comunicados exortando à luta revolucionária e, com isso, à emancipação da mulher proletária e das classes populares.

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