Dez anos de luta por justiça para os assassinos de Andreu Luiz

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No dia 1° de janeiro de 2008, o jovem Andreu Luiz Carvalho, então com 16 anos, foi espancado e torturado por 6 agentes do Sistema Sócio Educativo (Degase CTR). Desde então, a mãe de Andreu, Deize Carvalho, iniciou uma luta árdua contra o Estado, por Justiça para os assassinos de seu filho. Andreu teve traumatismo craniano, hemorragia das meninges, perfurações pelo corpo, afundamento de crânio, descolamento da retina dos olhos e inúmeras outras evidências claras da sessão de tortura a qual o jovem foi submetido.

A versão preliminar dada pelo Degase ao caso pasmem foi de que Andreu tentou fugir e caiu de um muro de 3 metros. No dia 19 de março, aconteceria a audiência de instrução e julgamento dos torturadores e assassinos de Andreu. Novamente a audiência foi adiada, dessa vez para junho de 2018. A reportagem de AND esteve no ato que aconteceu no acesso ao Fórum e conversou com Deize e outras mães de vítimas da violência do Estado que estiveram no local para prestar solidariedade.

— Essas correntes que eu estou usando representam a escravidão que não acabou. A chibata hoje é o fuzil do policial. Pelo fim das mortes silenciosas convido a todos para juntos dizer: os nossos mortos têm voz — diz Deize.

— A polícia faz o que quer porque esse velho Estado burguês dá carta branca para matar e essa sociedade burguesa hipócrita, aliada desse Estado criminoso, apoia o assassinato dos nossos filhos. Essa sociedade, no seu lugar de conforto, quando morre um jovem na favela, diz que ele era bandido, e quando uma mãe revoltada vai para a rua queimar ônibus eles dizem que somos vândalos — diz Gláucia dos Santos, mãe do jovem Fabrício, assassinado em 2013 no Complexo do Chapadão.

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Foto: Patrick Granja

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