Chile: Periódico "La Rebelión se Justifica'' N°16

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Reproduzimos a seguir o editorial  da edição número 16 do jornal "A rebelião se justifica'', da Frente de Estudantes Revolucionário e Popular (FERP) - Chile.


ENFRENTAR PIÑERA COM ORGANIZAÇÃO CLASSISTA

Vivemos em tempos tormentosos: a crise final do imperialismo ianque se agudiza a cada dia, envolvidos em todo tipo de guerras no Oriente Médio, na Ásia, África, América Latina e mesmo na Europa, aprofundado mais descaradamente o saqueio em todo o mundo.

Na América Latina isto está especificado, entre outras coisas, com o corte de direitos e a política de privatizações, hoje impulsionado por governos como os de Macri, Kuzcinsky e Temer, este último responsável por desatar uma verdadeira guerra civil reacionária no Rio de Janeiro.

Em nosso país, neste 11 de março o governo de Piñera assumirá pronto para aplicar os mandos do imperialismo ianque, do Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, as mesmas medidas do “Consenso de Washington” aplicadas por Pinochet, e desenvolvidas pela Concertação – Nova Maioria.  

Basta observar seu futuro gabinete de Ministros para comprová-lo: Varela na educação, um teimoso defensor da educação paga e da privatização; na agricultura, Antonio Walker, um rançoso latifundiário que propôs suprimir o direito à greve dos trabalhadores agrícolas em época de colheita; e a José Ramón Valente em economia, um fundamentalista dos Chicago Boys.

As promessas de investimento, de crescimento econômico e outras patranhas que compõem seus “Tempos Melhores” não são mais que o desenvolvimento do plano de subjugação nacional absoluta ao saqueio do imperialismo ianque e da grande burguesia.

Neste contexto de reacionarização, as outras forças do velho Estado, a Nova Maioria e a Frente Ampla na “oposição”, tratarão de mostrar-se como a única alternativa, inclusive chamando também a sair às ruas, mas não devemos nos confundir: seu único objetivo é voltar a seus postos no velho Estado, para uma vez ali enriquecer seus bolsos, com super salários entre 6 a 20 milhões, e os da classe que representam: a grande burguesia e os latifundiários, vestidos na cor que se vestem.

Isto ficou marcado a fogo para o povo Mapuche, vítima de uma dura repressão, sendo o governo de Bachelet o que mais mapuche aprisionou, e que realizou a mais absurda montagem policial em décadas, a fracassada “Operação Huracán”.

Por isso é necessário desmascarar esses oportunistas burgueses, não dando abertura para que cavalguem sobre as lutas do povo, e levantar com mais força o verdadeiro caminho de libertação, a Revolução de Nova Democracia.

Ante este governo mais abertamente reacionário devemos desenvolver ainda mais o protesto popular pelos direitos do povo e contra o alto custo de vida.

No movimento estudantil, é cada vez mais necessário levantar uma frente pela educação pública e gratuita que lute contra as políticas privatizadoras do Banco Mundial e para conquistar a verdadeira gratuidade.

É preciso, assim, desenvolver em nosso trabalho a linha classista no movimento estudantil, sendo a preocupação central hoje a de plasmar em todo tipo de organizações de massas esta linha, ou seja, brigar para que as massas defendam a linha classista em seus Centros de Estudantes, Federações, Assembleias, Coordenadorias, Comitês, Movimentos, etc.

Apenas aplicando estes objetivos é que conseguiremos fazer com que a linha classista se converta em força material e transforme assim a realidade concreta dos milhões de estudantes do país.

Nessa tarefa é que a FERP, aplicando seus acordos, reforçou seus vínculos com a luta Mapuche, realizando algumas Brigadas de Apoio Popular em uma Comunidade Mapuche em Luta neste verão; segue organizando a luta contra o aumento da passagem no transporte público; organizando as estudantes com a comemoração do 8 de março sob a consigna Desatar a fúria da mulher como arma poderosa para a revolução!; e, preparando o protesto popular do Dia do Jovem Combatente em 29 de março, retomando com luta os jovens que regaram a revolução com seu precioso sangue.

Também com este objetivo vamos desenvolvendo a análise científica da educação chilena: o Capitalismo Burocrático na Educação, tese que aplicamos nos baseando no mais avançado da ideologia do proletariado de hoje, o maoismo.

Diferente dos eleitoreiros, a FERP não promete, mas aonde a FERP vai há transformação, porque onde quer que estejamos desfraldamos bem alto a resplandecente bandeira vermelha hasteada pela primeira vez pelo grande Karl Marx há 170 anos, com a publicação do Manifesto Comunista, e que anuncia ante os proletários do mundo: A rebelião se justifica!

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