Chacina na Rocinha foi crime premeditado pela polícia

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Uma nova ação de vingança das polícias desse Estado apodrecido deixou um rastro de sangue e morte no Morro da Rocinha. Na última quarta-feira, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha balearam e mataram um senhor identificado como Marechal em um suposto confronto com traficantes. Segundo moradores, o senhor tinha 69 anos e trabalhava há décadas no Largo do Boiadeiro consertando e vendendo ferros de passar roupas e outros utensílios. No episódio o soldado da PM identificado como Felipe Santos de Mesquita, foi atingido no abdômen. Levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, ele não resistiu e também morreu. A morte do policial despertou a ira da Tropa de Choque da PM, que foi a Rocinha na manhã de hoje em busca de vingança.

Segundo moradores, ainda eram 6h da manhã quando policiais entraram na Rocinha pelas localidades Roupa Suja e pela Rua 2 gritando que "quem manda aqui é a polícia". Os tiros causaram pânico e correria pois havia acabado um baile funk minutos antes da chegada dos agentes. Áudios vazados de grupos de policiais no aplicativo Whatsapp e atualizações publicadas pelo Major Elitusalem Freitas em sua página do Facebook dão conta de um massacre premeditado. As mensagens evidenciam que as mortes na operação de hoje não foram efeitos colaterais de uma operação, mas sim o objetivo central da operação, que ainda deixou sem luz várias localidades da favela. Em seis meses de operações na Rocinha, 51 pessoas foram mortas e outras 13 ficaram feridas.

Dois dias depois, em Maricá, na Região Metropolitana, outra chacina deixou cinco jovens mortos. A ação de guerra ocorreu na madrugada e vitimou os jovens num conjunto habitacional do programa "Minha casa minha vida", no bairro Itaipuaçu. Moradores acusam milicianos do crime e negam que os jovens tivessem ligação com o tráfico de drogas.

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