96 anos do Partido Comunista do Brasil – PCB

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História de duras lutas entre revolução e reformismo, entre marxismo e revisionismo

Em 25 de março de 2018, completa-se 96 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB). Inspirados pela Grande Revolução Socialista de Outubro, e a inauguração, junto com ela, de uma Nova Era da Humanidade – a era da Revolução proletária mundial – o proletariado brasileiro se lançou à árdua e prestigiosa tarefa de constituir o seu partido revolucionário, o Partido Comunista.

Foi assim que Astrojildo Pereira, Hermogênio da Silva Fernandes, Manoel Cendón, Joaquim Barbosa, Luis Peres, José Elias da Silva, Abílio de Nequete, Cristiano Cordeiro e João da Costa Pimenta – representando 73 comunistas espalhados em diversos cantos do país – fundaram, em março de 1922, o Partido Comunista – Seção Brasileira da Internacional Comunista.

Em toda sua trajetória, destacam-se vários de seus feitos heroicos. Entre eles, o Levante Popular Armado de 1935, que foi a primeira tentativa do Partido a assaltar os céus, 13 anos após sua fundação. Outro marco foi a cisão com o grupo revisionista de Prestes e a reconstrução do Partido Comunista do Brasil (com a sigla PCdoB) em 1962, quando verdadeiramente constituiu-se como partido marxista-leninista 40 anos após sua fundação. E, por fim, a gloriosa Guerrilha do Araguaia, quando acercado ao pensamento mao tsetung propõe-se à tarefa de iniciar a Guerra Popular no Brasil.

Com a derrota da Guerrilha do Araguaia e a brutal Chacina da Lapa, na qual foram assassinados os dirigentes Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Batista Drummond, a esquerda na direção do Partido sofreu duras perdas, criando a situação para o abandono da linha revolucionária do partido da guerra popular prolongada. João Amazonas e sua camarilha revisionista, sabotando o justo balanço da experiência do Araguaia encabeçaram o golpe para liquidar o Partido Comunista do Brasil enquanto partido revolucionário, dando origem a mais uma organização revisionista, sob a continuação da sigla PCdoB.

Hoje, as diferentes siglas PCdoB, PCBrasileiro, PCR, etc., se unem com um mesmo programa de viés revisionista e eleitoreiro. Segundo as publicações do Núcleo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoísmo (NEMLM) que nos são enviadas, o “Partido Comunista do Brasil na clandestinidade, desenvolve há 20 anos, liderado por sua Fração Vermelha, por meio de duras lutas de duas linhas, o processo de sua reconstituição enquanto verdadeiro e autêntico partido comunista marxista-leninista-maoista, partido comunista militarizado. Período este que corresponde à segunda fase da terceira etapa de sua história, fundamentada pelas duras lutas contra linhas oportunistas de direita e de ‘esquerda’, principalmente de direita revisionista em seu seio em toda a sua história e na assimilação e encarnação teórico-prática da terceira, nova e superior etapa de desenvolvimento do marxismo, o maoismo”.

Conforme caracteriza o NEMLM “cumprindo-se essa terceira etapa da sua história, com a reconstituição do PCB e a vitória completa sobre o revisionismo e todo oportunismo, se abrirá a sua quarta etapa, enquanto Partido Comunista do Brasil marxista-leninista-maoísta, com o desencadeamento da luta aberta através da guerra popular prolongada pela Revolução de Nova Democracia, ininterrupta ao Socialismo, servindo à Revolução Proletária Mundial e no rumo do luminoso Comunismo”.

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