Palestina: Sangrenta repressão à Grande Marcha do Retorno

O Exército sionista executou 15 palestinos na fronteira da Faixa de Gaza no dia 30 de março. Um total de 30 mil palestinos realizam a Grande Marcha do Retorno - onde recordam a expulsão de suas terras promovida por Israel e exigem a sua retomada.

O confronto iniciou-se quando milhares de palestinos chegaram à fronteira. Tropas sionistas atiraram com armas de guerra contra as massas desarmadas, sem nenhum escrúpulo. Depois, tentou dispersar o protesto com centenas de bombas de gás lacrimogêneo, sendo respondida com arremesso de pedras, coquetel molotov pelos palestinos. Barricadas com pneus em chamas foram levantadas.

Os palestinos denunciam também que dois camponeses foram atacados por soldados perto da fronteira da Faixa de Gaza com Khan Yunis. Os camponeses foram alvos enquanto transitavam em direção às suas terras e não participavam de protestos. Um dos camponeses morreu.

Esse foi o primeiro dia da Grande Marcha do Retorno, que está prevista para durar seis semanas, até 15 de maio. A marcha foi convidada espontaneamente, mas tem apoio do Hamas - movimento pela libertação nacional mais consequente na atualidade.

O Exército sionista atacou posições do Hamas, após a repressão sangrenta na Faixa de Gaza. Bombardeios com aviões e tanques foram realizados.

Alcançar o Retorno

A Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) publicou em seu sítio um importante comentário, por ocasião da sangrenta repressão.

Desmascarando a tese imperialista de “solução com dois Estados” – isto é, a coexistência entre a Palestina e o sionismo –, os maoistas afirmam que "em essência, a chamada solução dos ‘Dois Estados’ serve para manter a imagem de que alguns territórios estão em 'mãos palestinas' sob um regime de 'autonomia', mas que no fundo são territórios que estão sob a autoridade de ocupação, isto é, de Israel”.

Segundo a Associação, a situação equivaleria a um regime de apartheid, onde apenas uma minoria de palestinos teria reconhecida sua condição de “cidadão” para ser oprimido dentro de sua própria terra, enquanto a maioria seguiria impedida de retornar à sua terra.

"Ao povo palestino, corresponde aprender com essas experiências sangrentas para elevar sua consciência e seguir lutando por suas reivindicações e elevar essa luta até a revolução democrática, mediante a guerra popular, para acabar com o imperialismo, o sionismo e seus lacaios, alcançando assim, e só assim, a pátria palestina e o direito ao retorno." conclui a Associação.

 

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