STF julga sob a mira de baionetas

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Generais, dentre eles o comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, enquadraram e ameaçaram o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja concedido habeas corpus a Luis Inácio (PT), no dia 03/04, às vésperas do julgamento na Corte.

O primeiro a pronunciar-se, de forma explícita, foi o general da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa afirmou que, se Luis Inácio concorrer às eleições, “eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada”. Depois, especificou: “Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem”.

A ameaça não é de hoje. Uma semana antes, ele já havia dito que “vai ter derramamento de sangue” e que a crise “vai ser resolvida na bala”. “A interferência das Forças Armadas, sem dúvida, vai causar derramamento de sangue”, ameaçou.

Horas depois, o general comandante do Exército, Villas Bôas, afirmou que “o Exército está atento às suas atribuições institucionais” - isto é, manter a velha ordem - e que repudia “a impunidade”, referindo-se indiretamente ao julgamento de Luis Inácio no STF. O comandante ou o Exército não repreendeu as declarações do general Lessa, que incita a desordem institucional, conforme estabelecido no artigo 142º da sua própria Constituição, mas ao contrário, afirmou tratar-se de uma "opinião pessoal". Em seguida, comandantes militares do Oeste e do Sul também se pronunciaram, corroborando a declaração.

Tem sido uma prática recorrente das Forças Armadas colocar suas posições, anseios, recados e ameaças por meio de seus generais de reserva, preservando o seu Alto Comando de desgastes na luta política. No entanto, a declaração corroborativa de Villas Bôas à declaração explícita do general Lessa expressa profundamente que esta é, em verdade, uma posição hegemônica, e não apenas "opiniões pessoais" isoladas.

Como parte desse movimento, a edição do dia 03/04 do jornal da Rede Globo, em horário nobre, foi uma obra prima de enquadramento contra o STF. Já afirmamos aqui que a Rede Globo arvora paras si o direito de dar a última palavra sobre os assuntos mais candentes da vida nacional.

No entanto, o pronunciamento dos generais não é surpresa, uma vez que o AND vem demonstrando em seus editoriais que a intervenção militar no Rio de Janeiro é balão de ensaio para criar opinião pública favorável a uma ampliação da intervenção militar para um futuro golpe de Estado contrarrevolucionário.

Os oportunistas que teceram loas ao comandante do exército, em sua visita ao Congresso em 2015, agora tiveram que morder a língua.

A corja reacionária está em êxtase, principalmente a milicada de pijama que baba anticomunismo diante de qualquer coisa que cheire a povo. Pensam que será fácil intervir no país sem ter em troca a violência revolucionária das massas.

Militares na Vila Kennedy, durante intervenção militar no Rio, março de 2018

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