Estudantes de Pedagogia participam do II Encontro Camponês do Sul e Sudeste do Pará

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Reproduzimos a seguir nota da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) sobre a participação da entidade no II Encontro Camponês do Sul e Sudeste do Pará.


Nos dias 7 e 8 de abril, a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia participou do II Encontro Camponês do Sul e Sudeste do Pará. O encontro ocorreu no Instituto Cabanagem na Cidade de Marabá e contou com a participação de várias organizações do movimento camponês, entidades sindicais, um conjunto de professores e intelectuais progressistas, advogados do povo, imprensa popular e democrática e entidades estudantis como a Associação Discente de Indígenas e Quilombolas da Unifesspa.

O encontro é continuidade do I evento que ocorreu logo após a chacina dos 10 camponeses assinados em Pau D’Arco, teve como objetivo refletir sobre a atual situação política do país diante do golpe contrarrevolucionário de estado em curso e, portanto, debater como impulsionar a organização camponesa e de luta pela terra e território no estado do Pará, reafirmando a importância de “unir camponeses, indígenas, quilombolas e atingidos por mineração e barragens” além da necessária articulação de apoio nas cidades.

A Executiva Nacional reafirmou seu princípio classista de somar as lutas do povo seja na cidade, seja no campo. Os inimigos que os companheiros/as em luta pela terra enfrentam são os mesmos que ameaçam nossos interesses por uma universidade gratuita, democrática e autônoma: a grande burguesia e o latifúndio a serviço do imperialismo, principalmente norte-americano.

Nos debruçando numa análise das Universidades Brasileiras, vemos o aumento dos cursos voltados diretamente para atender o grande agronegócio/latifúndio; não só o número crescente de injeção financeira de recursos públicos aos monopólios das instituições de ensino superior privado como também intervenções de interesse privado nas universidades públicas brasileiras atendendo as demandas e imposições do grande capital nacional e internacional. Isso é um grande ataque aos interesses genuínos de nossa Nação por um país livre da exploração do trabalho do povo e das nossas riquezas pelas garras estrangeiras!

Assim como a ExNEPe, um grupo de professores defendeu que os intelectuais têm que tomar posição na luta de classes no país; desta forma, contribuir com uma ciência que realmente sirva às classes populares. Uma série de iniciativas tem se desenvolvido nas universidades públicas da região, uma delas é a criação de um grupo que acompanha a violência do Estado brasileiro contra os movimentos populares em repressão a luta pela terra, recolhendo informações e dados para somar aos autos judiciais e denúncias políticas dos crimes cometidos contra a população.

Uma professora da Unifesspa apresentou ainda, em pré-lançamento, um documentário organizado pelo grupo de pesquisa nova cartografia social do sul e sudeste do Pará, Terra é Vida 1, que aborda a luta dos camponeses da região de Canaã dos Carajás contra a mineradora Vale.

Ao final do encontro foi aprovado um plano de lutas e uma carta a ser difundida nacionalmente.

Resoluções do II Encontro Camponês do Sul e Sudeste do Pará:

1-Realizar manifestações contra o massacre de Pau D’Arco que completa 1 ano no dia 24 de maio.

2- Participação no Encontro Regional do Maranhão e Pará contra as grandes Mineradoras nos dias 21 e 22 de julho.

3- Somar à campanha de Liberdade ao Padre Amaro, da CPT, preso na cidade de Anapu como forma de luta contra a criminalização da luta pela terra e perseguições políticas as organizações e movimentos populares.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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