Índia: Perseguição a advogados populares e ativistas

Cartaz denuncia as perseguições políticas: "Condenar veementemente as invasões e perseguições da arbitrária polícia de Pune"

Agentes policiais invadiram as casas de vários ativistas democráticos no distrito de Pune, Maharashtra (1,3 mil quilômetros da capital Nova Deli), na segunda quinzena de abril. O advogado do povo e Secretário de Relações Públicas do Comitê de Defesa dos Presos Políticos (CDPP), Rona Wilson, também teve sua residência invadida, em Deli. Os ativistas foram acusados de terem vínculo ou simpatia com o Partido Comunista da Índia (Maoista).

Os ataques simultâneos às casas dos ativistas ocorreram por volta das 6 horas da manhã e foram realizados pela polícia de Maharashtra. Entre os alvos, estão os ativistas Harshali Potdar, Ramesh Gaychor, Jyoti Jagtap, Sagar Gorkhe e outros. O advogado popular Suredra Gadling também foi alvo de ataques, tendo sua casa revistada pela repressão.

Segundo o Comitê de Defesa dos Presos Políticos, preocupante também é a perseguição contra Rona Wilson. Rona é ativista há vários anos e está mobilizado na defesa dos presos políticos em toda a Índia. Ele “está à dianteira da organização de numerosas atividades contra leis draconianas e contra o uso arbitrário da pena de morte contra os pobres e os dalits”, afirmou o CDPP em comunicado, referindo-se aos povos tribais mais oprimidos da Índia.

O CDPP também analisa o fato como parte do processo de reacionarização e incremento da repressão contra as lutas populares. “O fato de essas incursões acontecerem no momento em que as vozes de protesto dalits estarem se transformando em uma avalanche de resistência contra as políticas antipopulares do Estado indica a tentativa deliberada dos poderes de sufocar todas as vozes de protesto”.

Os ativistas democráticos mencionam ainda que essa política “expõe a vingança descarada do Estado contra o surgimento da resistência dalit, que combate o saque desenfreado e a pilhagem de recursos pelo capital imperialista, auxiliado pelas forças do fascismo hinduísta”.

Ao visar ativistas e advogados do povo, o Estado está mirando descaradamente contra até mesmo as vozes em defesa dos presos políticos.”, conclui o comitê.

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