Estudantes capixabas manifestam apoio a ocupação da UFSCar


Repercutimos a seguir a nota do colegiado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGE-UFES) em apoio a luta dos estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que  desde o dia 9 de maio tem realizado atos contra o aumento de 122% no preço da refeição do Restaurante Universitário
Como parte das mobilizações, os universitários de São Carlos promovem uma série de atividades culturais e de propaganda em protesto contra o abusivo aumento no preço da alimentação, desde o dia 23 de maio. Panfletagens, debates, exibições de filmes e apresentações culturais tem sido realizadas no campus buscando a mobilização contra o desmonte da universidade pública
 
A manifestação dos estudantes tem recebido amplo apoio por parte da comunidade acadêmica. Os servidores técnico-administrativos da UFSCar aprovaram, em assembleia realizada no dia 23/05, que a categoria exigirá da reitoria a imediata abertura de negociações com o movimento estudantil e a convocação do Conselho Universitário (ConsUni) para debater o reajuste do restaurante universitário e a desocupação da reitoria.
Mais de 300 professores também assinaram uma carta aberta à comunidade da UFSCar, no dia 18/05, em que denunciam a imposição do absurdo aumento por parte da reitoria. “Assim, embora a reitoria e sua equipe venham tentando propagar a ideia de uma decisão democrática, entendemos que o que ocorreu está muito longe disso”, afirma um dos trechos do documento.


MANIFESTAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO DA UFES SOBRE A OCUPAÇÃO DA REITORIA DA UFSCar
O colegiado do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGE-UFES) vem a público manifestar seu repúdio à forma como a reitoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) vem conduzindo a questão da ocupação realizada por estudantes, contra o aumento de 122% do valor do Restaurante Universitário (RU).

Consideramos legítima a manifestação dos alunos, que são seriamente penalizados pelo aumento de refeições no RU, sendo a alimentação digna um dos fatores mais básicos não só ao bom andamento dos estudos, mas primariamente à sobrevivência das pessoas. Em nossa universidade, também houve aumento do RU e o que observamos é seu esvaziamento, especialmente à noite, tendo em vista que o valor de almoço e janta é o mesmo, mas no jantar são servidos apenas caldos e sopas. Por isso, assim como vivenciamos aqui, sabemos da condição dos estudantes em outras localidades.

Entendemos que é inadequado o encaminhamento da reitoria, de pedir reintegração de posse sob alegação de “garantir o funcionamento da universidade”. Primeiro, porque vivemos tempos obscuros, diante de um golpe jurídico-midiático-parlamentar-empresarial, a serviço da classe dominante (a quem interessa, portanto, o caminho da judicialização da vida), que coloca em curso, entre outros aspectos, o desmonte da universidade pública, atacando sua autonomia, buscando enfraquecê-la pela privação de recursos, objetivando a aceleração de sua privatização. Segundo, porque o próprio funcionamento da universidade, tanto quanto a “boa convivência democrática”, chamada pela reitoria, deve ter como prioridade defender todos os seus entes: alunos, técnicos administrativos e professores e não, nos atacarmos entre nós.

Por fim, defendemos que o diálogo deve ser realizado entre iguais, isto é, uma vez que as instâncias de deliberação da universidade não contam com paridade na participação dos estudantes, é preciso que a administração central da UFSCar compreenda os mecanismos de luta utilizados pelos alunos e não criminalize aqueles que devem estar ao nosso lado, ombro a ombro, na luta pela educação pública, de qualidade, laica e gratuita, ou, nos termos da própria reitoria da instituição, na busca por “consolidar a excelência acadêmica e aumentar ainda mais o impacto da UFSCar na sociedade”.

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