Greve dos caminhoneiros entra no 6° dia com apoio popular

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A greve dos caminhoneiros que entrou no 6° dia de mobilização em todo o país, tem recebido apoio com manifestações de mototaxistas, motoristas de vans escolares, motoristas prestadores de serviços de transporte e também de populares em diversas regiões.

O movimento grevista continua, apesar da reacionária autorização do executivo federal para atuação das Forças Armadas na repressão contra os trabalhadores, através do famigerado decreto de 'Garantia da Lei e da Ordem', vigente em todo país até 4 de junho.

Somando-se à luta dos caminhoneiros, outras categorias de trabalhadores e também estudantes têm manifestado solidariedade ao legítimo movimento através de notas e manifestos, como os trabalhadores da Construção Civil de Belo Horizonte e a Liga Operária e os estudantes de pedagogia, em nota da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia.

Protestos e iniciativas apoiam greve nacional dos caminhoneiros

Protestos em apoio à greve dos caminhoneiros e contra a alta no preço dos combustíveis foram registrados em diversos estados desde o início do movimento de bloqueio de estradas.

Na tarde de ontem (25/05), apoiadores do jornal A Nova Democracia do Norte de Minas registraram uma carreata de motoristas de vans e caminhões em Montes Claros, que recebeu amplo apoio popular por onde passava.

A manifestação teve início próximo à saída para Belo Horizonte do anel rodoviário e seguiu pela Avenida das Américas, passando pelo Distrito Industrial, Avenida Deputado Esteves Rodrigues e pela Praça Doutor Carlos.

Durante os primeiros dias de greve, os caminhoneiros têm contado com o apoio de muitas pessoas, dentre trabalhadores, comerciantes e pequenos empresários.

Paulo David, é exemplo desse apoio. Empresário da Distribuidora de Alimentos Distrinorte, Paulo doou dezenas de tendas para o movimento.

Manifestantes e populares fecham ruas próximas a Praça Doutor Carlos, em Montes Claros, Norte de Minas.

Na capital de Rondônia, motoristas ligados a Associação do Transporte Escolar de Porto Velho realizaram um buzinaço na manhã do dia 25/05. Depois de percorrer três das principais avenidas da cidade, o comboio de vans escolares seguiu para Candeias do Jamari e reforçaram o bloqueio feito por caminhões, na BR-364.

Na capital do Pará, mais de 200 taxistas e motoristas de aplicativos impediram o desembarque de combustíveis em porto de Belém interditando a entrada do porto Miramar, na rodovia Arthur Bernardes, bairro de Val-de-Cans.

Em Pernambuco, na cidade de Caruaru, motoristas de transportes alternativos, taxistas e mototaxistas também realizam protesto de apoio aos caminhoneiros e contra os aumentos nos valores dos combustíveis. Os manifestantes bloquearam as ruas que dão acesso ao Terminal Leste, próximo à Igreja do Rosário, e trechos das rua 15 de novembro.

Em Cuiabá, Mato Grosso, e também no município de Lucas do Rio Verde, a 360 km da capital, taxistas e mototaxistas fizeram carreatas no dia 23/05 em apoio à greve de caminhoneiros.

Em Minas Gerais, no município de Divinópolis, localizado a 122 km de Belo Horizonte, motoristas do transporte escolar se concentraram na região do Shopping Pátio Divinópolis, no bairro Bom Pastor para a realização de uma carreata em apoio a greve dos caminhoneiros e contra o abusivo aumento dos combustíveis. Algumas faixas colocadas nas vans traziam os seguintes dizeres: “Os motoristas de vans apoiam a paralisação dos caminhoneiros”.

Em São Paulo, dezenas de motociclistas, em sua maioria mototaxistas, bloqueiam a via Dutra por cerca de uma hora, em apoio aos caminhoneiros de Taubaté no 4º dia consecutivo da greve (24/05). A interdição foi no km 109, sentido São Paulo.

No município de Mococa, cerca de 300 km ao norte da capital paulista, onde caminhoneiros protestam na bifurcação entre as estradas SP-380 e SP-340, a confeiteira Ana Paula Pereira, fez um apelo aos amigos pelas redes sociais, pedindo doações de alimentos, roupas e água.

De acordo com a trabalhadora, a cada dia, um restaurante diferente da cidade disponibiliza a cozinha para o preparo das refeições em apoio aos caminhoneiros. Há também o registro da doação de pães e frios aos grevistas.

No Rio de Janeiro taxistas realizaram carreata em apoio aos caminhoneiros, os motoristas partiram de dois pontos da capital: Ilha do Fundão e Shopping Metropolitano, na Barra da Tijuca.

Na entrada da refinaria de Duque de Caxias (Reduc), responsável por 80% da produção de lubrificantes e pelo maior processamento de gás natural do país, o bloqueio continua neste 6° dia e recebe também a solidariedade de populares.

Durante todo o dia carros chegam com alimentos e doações para os grevistas. Em entrevista ao portal G1, Luciano Guedes, dono de uma firma que faz a manutenção de aparelhos de pilates, explicou a forma que encontrou de prestar apoio: "Resolvemos fazer uma campanha na minha empresa para arrecadar dinheiro para ajudar os caminhoneiros, e conseguimos juntar R$ 100.".

Caminhoneiros bloqueiam entrada da Reduc, no município de Duque de Caxias, RJ.  Foto: Ellan Lustosa/AND.

No Espírito Santo, motoristas de aplicativo protestam em apoio à greve dos caminhoneiros no estado. A manifestação reuniu cerca de 60 motoristas e percorreram as principais vias de Vitória, na noite de sexta-feira (25/05).

Em entrevista ao portal G1, a motorista Karen Amaral disse: “Não dá mais. É inadmissível o preço da gasolina. Temos que nos unir aos caminhoneiros para que a manifestação ganhe força.". Outro trabalhador, Rafael Carvalho declarou: “Estou desempregado há um ano e quatro meses e estou na Uber. Com os aumentos (da gasolina), está difícil rodar.

Na cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul, a cerca de 370 km de Porto Alegre, motoboys fizeram uma campanha com o comércio local para arrecadação das doações. Segundo relatos, motoristas de transporte escolar da cidade também se juntaram ao movimento, colhendo água, pães, carnes, frutas, arroz e refrigerante na cidade para levar aos caminhoneiros.

No Paraná, município de São José dos Pinhais, motoristas do transporte escolar realizaram manifestação que percorreu as ruas do centro da cidade até as rodovias onde foram entregues mantimentos em apoio aos caminhoneiros grevistas.

Em entrevista, um dos organizadores do movimento, Dênis Marciano, declarou: “A alta carga tributária também nos afeta, porque faz com que o Diesel fique muito caro. Estamos somando com os caminhoneiros e a população nacional. Temos que mostrar nossa indignação. Se continuar assim, vai parar tudo”.

O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Paraná (SINPRF-PR) anunciou apoio ao movimento contra os sucessivos e abusivos aumentos de preço dos combustíveis. "A política de reajustes constantes dos combustíveis, ao passo que prejudica milhões de brasileiros, garante ao mercado econômico lucros crescentes", afirmam em nota.

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