Bolívia: Polícia assassina estudante em protesto

A- A A+

Foto: El Alteño

O jovem Jhonatan Quispe Vila, estudante da Universidade Pública de El Alto (Upea), foi assassinado pela polícia do governo semicolonial de Evo Morales durante um protesto que exigia o estabelecimento de um orçamento para a própria universidade em que estudava, no dia 24 de maio, em El Alto, região central do país. Jhonatan cursava comunicação social e foi atingido no peito com uma arma ilegal.

Durante o protesto, Jhonatan se retirou com um grupo de estudantes por serem atacados com gás lacrimogêneo. A polícia os perseguiu até alcançarem uma rua onde localiza-se o prédio da Procuradoria Geral. Todos foram encurralados pela polícia da Unidade Tática de Operações Policiais (Utop). Os policiais estavam cercando a multidão, rondando com motos e arremessando contra as massas bombas de gás lacrimogêneo. Jhonatan foi morto ali.

Segundo a autópsia realizada no corpo do jovem, uma bola de vidro foi encontrada em seu corpo.

Imediatamente após a morte, o ministro de Governo de Morales, Carlos Romero, oficializou o parecer do crime antes do ministério público dirigir a investigação. Este decretou que o projétil veio de um “tubo de papelão”, fazendo menção aos fogos de artifício utilizado pelos manifestantes. Entretanto, a autópsia relata que a informação improcede e um disparo emitido pelo tubo seria incapaz de arrancar o coração e os pulmões do manifestante.

Governo reconhece seu crime

Após massiva mobilização popular, o ministro de Governo assumiu que o assassino do estudante foi o tenente da polícia Christian Casanova Condori, em entrevista ao monopólio de imprensa, no dia 31 de maio.

Estudantes da Upea e manifestantes denunciaram que o velho Estado tem promovido uma campanha de perseguição contra todos que declaram que a gerência de Evo Morales é a responsável pela morte de Jhonathan e de tantos outros da massa do povo que tiveram seus casos sem investigação.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Fausto Arruda

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza