RJ: ‘Araguaia, presente!’ é lançado e debatido por cem pessoas

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O filme Araguaia, Presente! foi lançado e debatido por jovens, ativistas e a intelectualidade no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no dia 7 de junho. Uma mesa composta por André Queiroz e Arthur Moura (diretores), Danilo Carneiro (combatente sobrevivente da guerrilha), Fausto Arruda (Diretor-geral de AND) e José Carlos (Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres) dirigiu os debates.

O filme, produzido pela 202 Filmes e que mostra toda a monstruosidade do regime militar-fascista e o processo de avanços e debilidades da guerrilha do Araguaia, dirigida pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi atentamente assistido por aproximadamente 100 pessoas.


Danilo Carneiro, combatente sobrevivente da guerrilha, deu seu importante depoimento sobre as condições da luta guerrilheira e da necessidade de uma Grande Revolução. “Não há como, sob o imperialismo, um país periférico se tornar soberano sem passar por uma revolução”, cravou, relembrando a necessidade de um Partido verdadeiramente comunista: “Não é o sujeito político – ou seja, o Partido – quem faz a revolução: quem a faz são as massas – ou seja, o sujeito social. Mas não tem como o sujeito social fazer a revolução sem o sujeito político, porque é o Partido quem garante o rumo certo”, posicionou-se.



José Carlos, da LCP, foi enfático sobre o papel da guerrilha: “Só poderemos de fato recontar a história da guerrilha do Araguaia quando um projeto que seja sua continuidade se reconstitua como verdadeiro Partido Comunista”. Mencionou ainda que hoje há uma situação muito semelhante àquela época, com a marcha de um golpe de Estado militar para prevenir o levante violento das massas. “Hoje as massas estão pululando! Eclodem rebeliões em todo canto. Os caminhoneiros demonstraram, se levantaram e atropelaram todos. Os camponeses resistem a todo ataque de latifundiários, mineradoras, tomam as terras!”, expôs.



Sobre as torturas, tão expostas pelo filme, José Carlos chamou a relembrar e seguir o exemplo histórico do Presidente de Honra da LCP, o falecido companheiro Alípio de Freitas – exemplo exposto no seu livro Resistir é preciso!¸onde ele suposta todas as torturas e, assim, vence o inimigo moralmente e não entrega nenhum de seus companheiros.

André Queiroz expôs ao auditório toda a concepção do filme e a ideia geral que norteou sua construção. “Há muitos filmes que retratam o Araguaia sob várias perspectivas, então nós decidimos que era importante resgatar o porquê de aquele processo autocrítico dentro do PCdoB, puxado pelo Pedro Pomar, foi abortado após a Chacina da Lapa, levando o partido ao atual quadro no qual hoje se encontra”, diz.

Uma ativista do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) também tomou a palavra para ressaltar que toda a luta no Araguaia é hoje encarnada por “uma juventude que está disposta a enfrentar o inimigo de classes” e levar a revolução adiante. “Nós combatemos essa ideia de que a luta armada é apenas contra ditaduras. Não, a luta armada é a única via para marchar ao comunismo”, exclamou.

Esse evento é um dos primeiros e abre uma série de outros eventos de lançamento por todo o país, que serão realizados pelos diretores e produtores com o jornal A Nova Democracia.

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