Chile: Mapuche exige direitos na prisão e retoma greve de fome

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Machi Celestino Cordóva, bravo lutador pertencente ao povo mapuche que está preso desde o início deste ano, lançou comunicado reafirmando que seguirá em luta dentro do cárcere para ter garantidos seus direitos e convoca todos a defendê-lo. Córdova também chamou todos os democratas a defender a luta do povo mapuche e reagir a todas as agressões a este desatadas.

O objetivo da luta de Cordóva, que tem sido por meio da greve de fome, é conquistar o direito de participar de um culto religioso por 48 horas em sua comunidade natal, tradicional e sagrado para sua cultura. Seu pedido tem sido negado pelo velho Estado; seu estado de saúde na prisão também deteriora. Ele está em greve de fome por mais de 100 dias.

“Centenas de anos o governo chileno nos enganou mais uma vez como povo mapuche, portanto, não podemos deixar que fiquem impunes. Faço um chamado amplo e forte para todas as comunidades em resistência, Mapuche e não-Mapuche, todo o Wallmapu para que eles possam mobilizar-se para obter a minha saída para Rewe, algo totalmente alcançável, porém negam-me o direito à saúde e meu direito à liberdade de culto.”, conclama Celestino Cordóva.

Ele também menciona que sua saúde vem deteriorando-se em decorrência da greve de fome realizada para exigir seu direito de regressar à comunidade, reforçando mais uma vez o pedido de mobilização e divulgação da denúncia de omissão do velho Estado diante do caso.

Celestino Cordóva participou de uma ocupação de terra na fazenda Granja Lamahue, comuna de Vilcún, no Chile. Ele se encontra preso desde o ínicio deste ano acusado de justiçar os fazendeiros Jorge Luchsinger e Viviane Mackay por crimes contra os mapuche, durante a ocupação realizada em 2013.

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