Itália: Operários entram em greve após empresa bancar contratação estratosférica no futebol

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Um sindicato de trabalhadores da multinacional Fiat anunciou o início de uma greve após a chegada do jogador de futebol português Cristiano Ronaldo, considerado atualmente o “melhor jogador do mundo”, ao clube italiano da Juventus. O time que é patrocinado pela Fiat contou com a ajuda financeira da mesma para arcar com a contratação. A greve ocorrerá na fábrica da companhia na comuna de Melfi, província de Potenza, sul de Itália, desde às 22 horas do dia 15 até às 6 horas de 17 de julho.

Em nota divulgada pelo sindicato, os trabalhadores questionaram o arrocho salarial que vêm sofrendo nos últimos tempos por uma suposta dificuldade financeira da empresa, ao mesmo tempo em que ela arca com o custo da atual quinta maior transferência da história do futebol mundial: “Enquanto os trabalhadores e suas famílias apertam os cintos cada vez mais, a empresa decide investir muito dinheiro em um único recurso humano! Isso é justo? É normal que uma pessoa ganhe milhões, enquanto milhares de famílias não conseguem nem chegar ao meio do mês?”, diz trecho da nota.

O investimento de 105 milhões de euros (R$ 474,8 milhões) será feito através da Exor, empresa englobada pela Fiat, que pertence à família Agnelli, a mesma que também é dona do clube italiano em questão. Os Agnelli também pretendem colocar nas costas dos trabalhadores os custos com o mecanismo de “solidariedade” da Fifa, que reserva 5% do valor da transferência a outro clube europeu formador do atleta (5,25 milhões de euros, ou R$ 23,7 milhões) e ainda os encargos de acessórios para contar com o atleta, no valor de 12 milhões de euros (R$ 54,2 milhões).

Em 2016, a família Agnelli já havia feito junto à Juventus a então terceira maior contratação da história do esporte, quando trouxe para seu plantel o argentino Gonzalo Higuaín, também com dinheiro oriundo da Fiat, pelo valor de 90 milhões de euros (R$ 323,5 milhões à época).

Contando somente as propriedades do ramo automobilístico, a família Agnelli tem controle sobre marcas como a Abarth, Alfa Romeo, Fiat, Ferrari, Lancia, Maserati, Iveco, Scania, Chrysler, Dodge, Jeep (que estampa a camisa do clube) e RAM, a partir do conglomerado ítalo-estadunidense Fiat Crysler Automobiles (FCA).

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