Palestina: Ahed Tamimi e sua mãe são libertas

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Ahed Tamimi abraça a sua mãe após a libertação

Após mais de sete meses sequestradas pelo sionismo, a jovem Ahed Tamimi e sua mãe Nariman Tamimi estarão de volta às trincheiras de combate ao lado do bravo povo palestino a partir de hoje. As duas foram presas em dezembro do ano passado após viralizarem em um vídeo que denunciava os crimes cometidos pelo Exército fascista de Israel na vila de Nabi Salih, na Cisjordânia ocupada, onde moram. O advogado da família já havia declarado que a sentença estaria cumprida ao final do dia 28 de julho, mas tinha cautela por conta ainda da necessidade de uma decisão administrativa.

Ahed Tamimi, que completou 17 anos enquanto estava no cárcere, ficou amplamente conhecida na região por sua bravura desde os oito. A jovem encantou ao mundo por diversas vezes ao se rebelar contra tropas sionistas com pedras, socos, pontapés e todo o escárnio ao qual as tropas invasoras fazem jus. No último dia 15 de dezembro, Ahed esbofeteou o rosto de dois soldados invasores após tomar conhecimento de que seu primo Mohammed, de apenas 14 anos, havia sido atingido por um disparo na cabeça. Tal bravura foi registrada pelas lentes de sua mãe, que fora presa juntamente à filha por este motivo.

Em março deste ano, o judiciário de Israel, na forma de um tribunal militar, a sentenciou a oito meses de prisão e ordenou o pagamento de uma multa equivalente a cerca de cinco mil reais. Sua mãe foi condenada também a oito meses de encarceramento e ao pagamento de um equivalente a mais de 6 mil reais, fora uma pena que foi suspensa, de três anos. Uma prima de Ahed que também estava presente na ocasião chegou a ser detida e foi obrigada a pagar o equivalente a 1,8 mil reais de multa. Ahed espantou o tribunal fascista ao assumir absolutamente todas as suas ações e não abdicar de sua luta, desencadeando em todo o mundo campanhas pela sua libertação.

A vila onde se localiza a casa de Ahed e sua família teve seus portões trancados por Israel essa semana, com o fim de impedir a entrada e saída de moradores. O primo Mohammed, que foi atingido por um disparo na cabeça, entrou em estado de coma por conta do ataque e precisou passar por duas cirurgias onde foram retirados a bala de metal revestida de borracha e uma parte de seu crânio. O menino chegou a ser sequestrado pelo Exército sionista posteriormente, durante a madrugada, para interrogatórios. No mês passado, outro membro da família Tamimi foi alvo das tropas genocidas: Ez al-Din Tamimi, de 21 anos, foi executado pelas costas por soldados israelenses enquanto tentava impedir a prisão de conterrâneos da vila Nabi Salih, após diversas ameaças que já havia sofrido.

Estima-se que mais de 10 mil crianças e adolescentes, como Ahed, já tenham sido detidos por Israel desde o ano 2000, apenas na Cisjordânia.


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