Peru: Maoistas aniquilam suboficial em Ayacucho

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Um suboficial do comando de Defesa e Operações Especiais (Does) da Força Aérea do Peru (FAP) foi aniquilado na tarde do dia 9 de agosto por um comando guerrilheiro do Exército Popular de Libertação (EPL), dirigido pelo Partido Comunista do Peru (PCP). A ação ocorreu na localidade de Virgen de Ccasa, no distrito de Canayre, província de Huanta, em Ayacucho.

O militar foi identificado como Elmer Audiencio Quispe Ríos, de 26 anos. Ele integrava a patrulha que foi reforçar unidades militares da FAP, do Exército e da Marinha que estavam em "alerta máximo".

O suboficial foi alvo de um disparo certeiro executado por um combatente vermelho, que estava estrategicamente posicionado como franco-atirador. Segundo os indícios oferecidos pela inteligência da FAP, pode-se concluir que o ataque foi minuciosamente planejado e contou com a utilização de estratagemas.

Não há informações de combatentes revolucionários caídos em combate; a reação também não informou se houve mais soldados feridos de sua tropa. As Forças Armadas do Peru lançaram-se, após o ataque, em operações de buscas na selva, mas sem nenhum resultado.

A informação foi veiculada pelo sítio da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru. Na publicação, eles contextualizam que essa ação é parte do trabalho do Comitê Regional Principal (CRP) do PCP, atuante na região do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem), região de selva entre os estados de Ayacucho, Junín, Huancavelica, Cusco e Apurímac. Ali, ocorre o principal do trabalho de Reorganização Geral do PCP, necessário para dar um novo impulso à guerra popular e unificar a luta das massas com a guerra de guerrilhas.

O sítio também publicou, junto com as notícias das ações, um trecho da entrevista da camarada Laura, dirigente do PCP no Vraem. “Nós, comunistas, somos feitos para as mais altas dificuldades. Os imperialistas e os revisionistas, em santa aliança, vociferam ao vento a suposta derrota do Partido, a derrota do socialismo, a caducidade do marxismo. Advertimos-lhes, por mais que movam canhões, por mais que descarreguem golpes demolidores, preparem o mais complexo genocídio contra o povo, não poderão prevalecer. Estamos dispostos a atravessar o rio de sangue, que a revolução demanda, para alcançar nossa meta inalterável, o comunismo.”. E conclui: “Tudo que é novo tem que se impor em ardorosa luta, combatendo o velho que resiste em morrer, nada nos foi dado a preço de pechincha, tudo temos conquistado com esforço, com nosso sangue e com vidas luminosas que, sem vacilar um instante, têm sido oferendadas ao Partido e à revolução. Para isso temos sido forjados como comunistas, com luz na mente, aço no peito, espada na mão e desafiando a morte”. A entrevista completa pode ser lida no sítio serviraopovo.wordpress.com.

Bandeira comunista e granadas encontradas em Huancavelica, agosto de 2018

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