PA: Dirigente camponês é executado por pistoleiros

Com informações de nota da Comissão Pastoral da Terra Regional Pará

O dirigente camponês Juvenil Martins Rodrigues, conhecido como “Foguinho”, de 59 anos, foi assassinado a tiros na Vila Espírito Santo, antiga Cachamorra, localizada às margens da Rodovia 28, no município Redenção. no dia 1º de agosto. Os executores do crime foram dois homens em uma motocicleta, relata a Comissão Pastoral da Terra (CPT) Regional Pará.

Juvenil Martins Rodrigues era dirigente camponês da ocupação camponesa na Fazenda Pontal, às margens do Rio Araguaia, no município de Santa Maria das Barreiras (extremo Sul do Pará). De acordo com a CPT, a ocupação era mantida por cerca de 70 famílias desde 2014 e ''órgãos fundiários afirmam que a fazenda é constituída de terras públicas''. A nota afirma que desde a ocupação os camponeses, em lotes de 10 alqueires, vêm travando luta para tornar a terra produtiva.

Grilagem e pistolagem

A nota afirma que em 2016 dois latifundiários conhecidos como “Cidim” e José Carlos vêm alegando serem proprietários de cerca de 500 alqueires da Fazenda Pontal. Além deles, outros dois latifundiários, ''Adão Umpierre e Greicielly Wessheimer, alegam ser proprietários de outra parcela da Fazenda Pontal, com medida de 400 alqueires”, relata a CPT. Os últimos dois têm visto constantemente seus pedidos de posse da fazenda negados pelo judiciário.

A CPT alega que “Cidim” e José Carlos comandam campanha de terror contra os camponeses da região; suas ações, segundo a nota, incluem ameaças, intimidação, expulsão de famílias e queima de benfeitorias. Apenas em julho de 2017 os camponeses, organizados na Associação Lagoa Azul foram ouvidos pelo Ministério Público de Conceição do Araguaia e, dentre estes camponeses, estava Juvenil, agora executado.

"De acordo com seu termo de declarações, haviam seis pistoleiros atuando na área a mando de José Carlos, dentre eles, o sargento Freitas, Bigode e Gaúcho. Juvenil informou ainda que os companheiros José do Milton e João do Novo Acordo [camponeses] também estavam sendo ameaçados pelo latifundiário, o qual ofereceu o valor de R$ 30 mil para o pistoleiro que os executasse.", diz a nota da CPT.

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