AM: População sai as ruas por melhorias nas condições de vida

Aproximadamente 100 moradores do bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, bloquearam com barricadas a avenida Nepal por cerca de três horas, na noite de 28 de agosto, uma terça-feira. O protesto espontâneo exigia o restabelecimento de energia elétrica e o retorno do abastecimento de água, interrompido desde a manhã daquele dia.

Um dos moradores afirmou: “Todos os comerciantes estavam reclamando, perdendo produtos que estão descongelando. A falta de energia começou ainda de manhã. Deu sinais de que ia retornar, mas continua do mesmo jeito. A água também foi embora cedo, ainda por volta das 6 horas”.

Cerca de uma hora após o ato os serviços foram restabelecidos.

A interrupção de serviços essenciais ocorre com frequência nas áreas periféricas de Manaus; consequentemente, a população compreendeu de maneira clara que só com luta é possível mudar essa situação.

Por salário e direitos

Na manhã seguinte, dia 29, cerca de 200 funcionários terceirizados de várias funções do Hospital Universitário Francisca Mendes, localizado na zona norte de Manaus, realizaram um ato contra atraso de salários (que já dura cerca de dois meses), por reajustes salariais (que não ocorrem desde 2015) e pela regularização do pagamento dos salários, assim como normalização do pagamento e reajuste nos valores dos direitos trabalhistas (como vale-alimentação, FGTS e INSS).

Um dos trabalhadores relatou que atualmente o Hospital Universitário possui cerca de 600 funcionários terceirizados em várias funções; há relatos também que não há um dia exato para pagamento dos salários.

“Deveríamos receber todo quinto dia útil. Isto não acontece. Queremos que nossos salários sejam pagos em dia. Desde 2015, a situação só se agrava. Não temos reajuste salarial desde 2015. Hoje somos mais de 70% do quadro de funcionários do hospital e deste modo se pararmos os serviços o hospital não funciona. Com isso, pedimos para ser tratados com mais importância, pois todos os outros recebem na folha de pagamento do estado.”, disse ele.

Outros funcionários relataram que os valores para alimentação são tão baixos que não permite a realização de um número de refeições adequado. Os trabalhadores cujo expediente alcança 8 horas por dia recebem apenas R$ 15 o dia, enquanto os demais que trabalham 6 horas, recebem R$ 10. “Nós temos que escolher. Quem trabalha 8 horas, faz só uma refeição. Não tem como almoçar e jantar, por exemplo, só com R$ 15. É complicada a nossa situação”, disse um funcionário.

“Desde que trabalho na unidade é sempre a mesma coisa. O regime é CLT, porém os direitos trabalhistas não estão sendo cumpridos”, denuncia um outro trabalhador. “Temos contas a pagar. A empresa e o governo precisam entender nosso lado”, prossegue.

Um outro funcionário terceirizado, referindo-se à promessa de campanha do governador do estado, Amazonino Mendes, disse:  “Ele disse que ia arrumar a casa e a saúde. Pelo visto está pensando em arrumar a casa dele”, desabafa.

A população que aguardava por atendimento deu declarações de apoio, afirmando que a saúde de maneira geral está ruim na cidade e todo trabalhador tem o direito de receber seu salário. O ato durou cerca de uma hora e mesmo assim causou um impacto nas atividades do hospital, além de afirmar que apenas a luta mudará a situação.

 

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