Greve geral na Argentina paralisou o país

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Em 25 de setembro último aconteceu a segunda greve geral desde o acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a quarta a acontecer em meio ao governo Macri. Esta foi a maior. Teve a adesão das principais centrais sindicais, estudantes e da sociedade em geral que exigiram mudança: o abandono da política econômica ditada pelo FMI.

O resultado da greve foi contundente, total e de alcance nacional. Algumas organizações optaram por recomendar que os reclamantes ficassem em casa e outras convocaram para realizar piquetes e manifestações.

No dia anterior à greve uma multitudinária manifestação aconteceu na Praça de Maio, em frente à sede do governo, a Casa Rosada. Nesse momento seu titular Mauricio Macri já estava no USA para ampliar seu acordo com o FMI.

O povo vem sofrendo, segundo informações oficiais, uma inflação em torno de 45% ao ano, e o desemprego atinge 10%. O índice de pobreza subiu para 27,2% da população, sendo que na sua campanha eleitoral Macri colocava “pobreza zero“ como o objetivo central da sua gestão.

A família Macri fez fortuna na base de negócios em oportunas alianças com os sucessivos governos. No período do presidente Menem ganhou a concessão do Correio argentino por 30 anos. A publicidade do acordo de privatização prometia melhores serviços, mais eficiência por uma tarifa menor. A gestão fraudulenta dos Macri, além de demitir milhares de trabalhadores, piorar os serviços e aumentar tarifas, deixou uma dívida que, segundo calculos oficiais, supera os 4 bilhões de dólares.

Entre as bandeiras da greve esteve a denuncia e a luta para evitar que o presidente consiga perdoar as dívidas da sua família com o velho Estado. Pouco tempo antes Macri já tinha perdoado outra dívida sua com o Estado, de 500 mil dólares.

O acordo com o FMI, que inicialmente consistia em um empréstimo de 50 bilhões de dólares, foi ampliado em mais 7 bilhões. Desse dinheiro já foram cedidos 15 bilhões de dólares, sem que tenham significado melhoras nos índices econômicos. A contrapartida imposta pelo FMI é mais arrocho para o povo com retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, “ajuste fiscal” (corte nos serviços básicos como saúde, educação, habitação etc.) e outros ataques.

Para se ter uma ideia do debacle econômico: em abril, com um dólar se compravam 20 pesos; em setembro um dólar ultrapassou os 40 pesos. Essa desvalorização impacta diretamente na economia nacional.

Em uma economia com os preços fortemente atrelados ao dólar, o poder de compra da população decresceu enormemente. Além disso, todos os subsídios que destinavam-se a aliviar os altos custos nas tarifas de energia e transporte, por exemplo, foram cortados. O acordo com o FMI impõe sacrifícios draconianos que eternizam a dívida e a subjugação da nação argentina.

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