PR: Estudantes e professores exigem verbas para manter Unioeste ativa

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Estudantes e professores de vários cursos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), juntamente com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) realizaram uma grande manifestação no Centro de Cascavel, no Paraná. Eles denunciaram os constantes ataques contra a universidade pública pelas mãos do governo estadual de Cida Borghetti/PP, herdeira de Beto Richa.

Com faixas e cartazes, os estudantes fizeram bastante agitação na avenida Brasil, trancando metade de uma das vias com panfletagens e palavras de ordem: A nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria! e A nossa luta unificou, é estudante, funcionário e professor! Eles denunciaram ainda que houve um absurdo corte de verbas do governo do estado, que ainda divulgou dados falsos de que um estudante nas instituições públicas de nível superior custa cerca de 9 mil por mês – tentando criar opinião pública sobre a “ineficiência” da universidade pública.

Por conta dos cortes realizados, vários funcionários terceirizados na limpeza foram demitidos. Além disso, todo o campus de Cascavel conta com apenas treze zeladoras, que já é pouco devido à falta de dinheiro para pagar seus salários, sendo que esse número pode abaixar para nove até o final do ano.

A precarização prossegue. O biotério, que possuía animais usados em pesquisas da área da saúde, teve de ser fechado por falta de dinheiro para suprimentos. A coleta do lixo hospitalar do Hospital foi suspensa por falta de recurso, e os atendimentos poderão ser suspendidos pela vigilância sanitária, por perigo biológico. Todas as salas da universidade têm lâmpadas queimadas, não tendo dinheiro para repô-las.

Os cortes afetam, por consequência, mesmo a população para além da comunidade acadêmica. É o caso, por exemplo, dos atendimentos cancelados nas clínicas de odonto e fisioterapia por falta de materiais básicos.

A assistência estudantil se encontra em ameaça também. Atualmente os estudantes pagam R$ 2,50 a refeição no Restaurante Universitário, podendo aumentar para R$ 6,00 se não houver o recebimento de recursos. Os estagiários, que compõem grande parte do funcionamento dos setores da universidade e na pesquisa científica, estão correndo o risco de terem suas bolsas cortadas.

Além disso, a instituição não tem previsão para iniciar o ano letivo de 2019, podendo ocasionar no fechamento, tudo devido ao baixo custeio recebido anualmente, que estão com os dias contados. A situação atinge todos os cinco campi situados em algumas cidades do oeste paranaense.

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