MT: Funcionários da Funai disparam contra protesto indígena e matam um

A- A A+

Um indígena foi morto por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) no dia 10 de outubro, em frente à sede da mesma na cidade de Colniza, Mato Grosso.

O monopólio de imprensa em apoio ao latifúndio e a polícia reacionária acusou os indígenas da etnia Kawahiva do Rio Pardo, junto com alguns madeireiros, de tentarem invadir a sede da Funai. Os assassinos afirmam que mataram o indígena por conta de um tiroteio que se seguiu, porque, de acordo com eles, os indígenas e os madeireiros estariam armados. A Funai corroborou com a versão da polícia e afirma que está acompanhando a situação.

Aldeia Kawahiva em Rio Pardo 

Os Kawahiva são um povo indígena autônomo (ou isolado) que desde 2007 reivindica a demarcação de suas terras. Em agosto último, segundo o portal do Conselho Indígena Missionário (Cimi), a justiça federal obrigou à conclusão da demarcação da Terra Indígena de Rio Pardo que ainda está pendente.

Entretanto essa versão está longe do que organizações populares que acompanharam os eventos afirmam. Em nota publicada pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (CONAFER) e pela União Nacional Camponesa (UNC), afirma que indígenas de diversas etnias estavam realizando um protesto pacífico em defesa do povo Arara, que luta por seu próprio território dentro das terras oficialmente ''concedidas'' pelo velho Estado aos Kawahiva. A manifestação, convocada após terem sido encontradas provas de invasão de madeireiras ilegais do território Arara dentro das terras Kawahiva no Rio Guariba. ''Pintados e cantando, homens, mulheres e crianças de diversas etnias desceram até a Funai, onde foram recebidos com tiros vindo da parte dos funcionários'' afirma a nota.

Dois homens do povo Tenharim, que estavam lá em solidariedade ao povo Arara, foram baleados pela Funai. Segundo a nota publicada nos portais da CONAFER e da UNC, um Tenharim tombou no local e outro foi levado para um hospital em Juína. A nota aponta a terrível ironia de funcionários de uma agência que supostamente deveria proteger indígenas ter disparado contra uma manifestação indígena e ter assassinado um:  "Isso é uma atitude inaceitável! Como uma autarquia nacional criada para representar os indígenas deixa uma situação chegar a tal ponto, onde uma vida foi ceifada na luta pela dignidade de seu próprio existir. Primeiro que não deveria ter armas dentro da FUNAI, e nunca que os funcionários deveriam abrir fogo contra os indígenas".  

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Fausto Arruda

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza