Filipinas: Duterte cria Força-Tarefa para reprimir guerra popular

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Rodrigo Duterte, presidente reacionário das Filipinas, criou uma Força-Tarefa que visa desarticular e reprimir o Novo Exército do Povo (NEP), dirigido pelo Partido Comunista das Filipinas (PCF), no dia 05/11. Ela foi criada sob a falsa justificativa de “integrar, harmonizar e coordenar” os esforços em “direção ao federalismo e às reformas constitucionais”.

Duterte ordenou a criação da Força-Tarefa por meio do “Memorandum Circular nº 52”, que foi assinada em 31 de outubro pelo secretário executivo Salvador Medialdea. Ela será presidida pelo Oficial do Interior e do Governo Local, Eduardo Año. O secretário da Justiça, Menardo Guevarra, atuará como vice-presidente.

Embora tenha uma aparência constitucionalista e democrática, a ação tem por objetivo centralizar a mobilização e capacitação de todas as agências estatais em função de reprimir o NEP e o PCF. Além disso, diversas organizações democráticas e legais, que fazem justa oposição ao seu governo, foram acusadas de “conspiração” junto ao NEP, e por isso essa ferramenta dá o aval necessário para que os militares das Forças Armadas das Filipinas persigam mais intensamente a oposição.


Repressão à guerra popular

O velho Estado acusa de terrorismo dezenas de ativistas supostamente membros do PCF, além da crescente militarização da burocracia. A Força-Tarefa de Duterte visa direcionar a máquina de repressão do Estado contra a guerra popular e, por consequência, esmagando oposição de qualquer natureza. Cenário que remonta à década de 1950, período macarthista, onde a perseguição, em especial aos comunistas foi a justificativa para a repressão de variados setores democráticos. Na verdade, Duterte está acusando o NEP e o PCF como um bode expiatório para justificar a imposição de medidas draconianas contra toda e qualquer oposição ao seu governo.

Sob o governo de Duterte, houve um recorde de violações de “direitos humanos” na história do país. Desde 2016, mais de 20 mil assassinatos foram registrados, em nome da farsesca Oplan Tokhang (guerra às drogas); aproximadamente 400 mil pessoas foram evacuadas à força de suas residências, devido à execução da lei marcial em Mindanao. Esse cenário, em consonância com a crise econômica cada vez mais aguda, resulta no clamor crescente derrubada de Duterte. Desse modo, por trás do bode expiatório, fica evidente que a reacionarização do Estado filipino é consequência necessária para a manutenção da exploração de seu povo.

Segundo o blog internacionalista Dazibao Rojo, a Força-Tarefa de Duterte fracassará na tentativa de enfraquecer o NEP; pelo contrário, suas táticas repressivas são seu próprio coveiro. Ele está apenas empurrando o povo filipino a apoiarem o NEP, visto que a crise econômica inevitável, as formas mais agudas de opressão e exploração, militarização generalizada, os abusos policiais e a intervenção armada são todos fatores despertando as pessoas para a guerra popular, arremata.

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