Israel impulsiona guerra de agressão; Resistência revida com foguetes

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Ataque aéreo israelense atinge Gaza na noite de segunda-feira 

Uma operação secreta realizada pelo Estado de Israel no dia 11 de novembro dentro do território de Gaza desembocou num aumento em larga escala da tensão no conflito israelo-palestino. As tropas sionistas se infiltraram alguns quilômetros no território da cidade de Khan Yunis, ao sul da Gaza, e executaram um dos líderes das Brigadas al-Qassam (braço armado do Hamas), chamado Nour Baraka, de 37 anos. Ao serem percebidas pelos militantes do grupo da Resistência Nacional, as tropas invasoras de Israel iniciaram o processo de evacuação do local deixando um rastro de sangue: ao menos sete palestinos foram executados e diversas construções foram danificadas. Um tenente-coronel druso-israelense envolvido na operação foi aniquilado.

Com a movimentação e o exercício de resposta das forças palestinas, Israel iniciou então um bombardeio indiscriminado por toda a Faixa de Gaza que se segue desde o dia 12, com saldo de destruição de centenas de habitações civis, áreas de plantação, do complexo universitário da Academia de Pesquisas Aplicadas da Universidade de Gaza, da sede da emissora de TV e rádio Al-Aqsa, do complexo comercial Al Rahma e um aumento para 14 no número de palestinos executados, somando-se ainda a mais de 30 feridos até o momento.

Resistência Nacional revida

Frente à agressão, a Resistência Nacional palestina tomou a iniciativa e, em resposta, ao menos 400 foguetes e morteiros foram lançados em direção ao território ocupado por Israel.

Diante do fracasso de sua operação secreta e ao revide implacável que vem sofrendo, Israel iniciou também no dia 12, já durante a noite, o envio de reforços de infantaria e de um grande contingente de veículos blindados terrestres em direção à fronteira de Gaza, sinalizando uma possível intervenção territorial ainda maior. Desde a tomada de tal atitude, no entanto, o resultado colhido pelos sionistas foi um ônibus militar israelense explodido por um míssil antitanque palestino, enquanto deslocava tropas nas proximidades da fronteira no dia 13. O salto quantitativo na resposta palestina está sendo considerado o maior dos últimos anos. Um dos porta-vozes do Exército israelense, o também tenente-coronel Jonathan Conricus, declarou que o confronto já é o maior desde a “última” guerra, em 2014. O enfrentamento forçou uma viagem às pressas de volta a Israel por parte do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que estava na França; tal caso é tratado como um forte indício de uma crise e de um agravamento das contradições no seio da cúpula sionista, uma vez que a missão fracassada teria sido decidida unilateralmente pelo Ministro da Defesa Avigdor Lieberman, sem consulta ou aviso a Netanyahu.

O clima na fronteira de Gaza vem se elevando, neste ano, desde o início da Grande Marcha do Retorno, em 30 de março, na qual pelo menos 233 palestinos já foram mortos e mais de 200 mil ficaram feridos; a verdadeira invasão suicida israelense dentro da cidade é, até o momento, o auge desta tensão. O monopólio de imprensa internacional trata os recentes eventos como possíveis estopins para uma “nova” guerra – como se em algum momento, desde o início da invasão do território palestino, a mesma tivesse cessado.

População de Gaza se reúne na manhã de terça-feira em meio à destruição provocada pelos ataques israelenses


Palestinos velam mártir executado em invasão sionista a Gaza


Escombros da Academia de Pesquisa aplicadas da Universidade de Gaza


Tropas sionistas encurraladas por lançamento ininterrupto de foguetes da resistência palestina


Soldado sionista observa ônibus militar israelense destruído pelas forças de resistência palestinas

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