Chile: Mapuche é executado por ‘comando antiterrorista’

Em 14 de novembro, o weichafe (termo mapuche para referir-se a “combatente”) Camilo Catrillanca, de 24 anos, foi assassinado pelo Comando Jungla – unidade de operações especiais militares da polícia. Imediatamente depois, estudantes, moradores e trabalhadores saíram às ruas para libertar a raiva contida, com ações por todo o país.

O jovem voltava para casa com um trator, acompanhado por um outro jovem, quando foi atingido na cabeça por um disparo dos militares. Os assassinos afirmaram depois que Camilo morreu em uma troca de tiros que teria ocorrido envolvendo os policiais e um grupo de delinquentes. No entanto, os policiais não tinham seus veículos atingidos e nem apresentavam nenhuma marca de combate, pondo em xeque sua versão.

Eles fazem parte do Comando Jungla, equipe treinada na Colômbia por agentes do imperialismo ianque, que está na região de Araucanía para proteger os monopólios florestais, madeireiros e latifundiários que roubaram as terras mapuches. O Comando é tido como "grupamento anti-terrorista".

No dia seguinte da morte do jovem, ocorreu a Jornada Nacional de Protestos “Não mais zonas de sacrifício”, convocada por movimentos mapuches contra a poluição dos rios e das florestas pelo latifúndio. As massas marcharam pelas ruas de Santiago, Concepción e Temuco, convertendo-as em verdadeiros campo de batalha. Barricadas foram levantadas e bancos, centros de serviços e outros prédios do governo e de grandes empresas foram atacados. “Que o povo escute, mataram um mapuche!”, gritavam os manifestantes. Eles exigiram a saída do Comando Jungla da região

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