O ‘toma-lá-dá-cá’ do futuro governo Bolsonaro

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O recém-eleito gerente de turno, Jair Bolsonaro, receberá mais de 100 parlamentares do PSDB, MDB, PRB e PR no fim do ano para realizar “negociações”. As reuniões, segundo o futuro ministro da Casa Civil de seu governo, Onyx Lorenzoni, têm o objetivo de “conseguir apoio” para aprovar as contrarreformas como a Reforma da Previdência, que elevará o tempo de contribuição dos trabalhadores.

O fascista Bolsonaro foi eleito com a promessa de não fazer “toma-lá-dá-cá” (isto é, trocar apoio político por medidas que favorecem pessoas ou grupos econômicos). No entanto, antes de anunciar que iria negociar diretamente com os partidos do Congresso (o que, a propósito, contraria sua própria promessa de campanha), Bolsonaro já vinha realizando a troca de cargos nos ministérios por apoio político com as chamadas “bancadas parlamentares”. A ministra da Agricultura, por exemplo, será a deputada Tereza Cristina/DEM, após exigência da bancada ruralista – Tereza, a propósito, é acusada de corrupção ao favorecer a empresa JBS em troca de uma parceria, em 2013, o que parece não incomodar o fascista.

Vale lembrar que os partidos chamados por Bolsonaro para “negociar” têm um histórico de corrupção bastante conhecido, inclusive por ele mesmo. O MDB, por exemplo, é o terceiro partido com mais parlamentares acusados criminalmente: são 32 políticos no Congresso e no Senado. Já o PSDB, que também participará das negociações com Bolsonaro, tem 26. Ao todo, os partidos convidados por Bolsonaro para negociações somam mais de 83 parlamentares acusados de praticarem crimes. Os dados foram levantados pelo portal Congresso em Foco. Não é difícil imaginar como Bolsonaro vai “convencer” este antro de roubalheira a votar seus projetos, afinal, Bolsonaro mesmo viveu entre eles por 28 anos, sem nenhum constrangimento.

Seu governo, a propósito, já é por si só um estelionato eleitoral. Todos se lembram que Bolsonaro disse que seu governo não abrigaria nenhum bandido. Mas, para sua desgraça, o seu próprio autodenominado “articulador político” e ministro, Onyx Lorenzoni, confessou ter cometido o crime de “caixa 2” – quando o político recebe dinheiro ilegal em troca de favores, a forma mais comum de corrupção. E não foi apenas Bolsonaro quem achou razoável tal prática: o próprio futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, argumentou que o crime cometido por Onyx é diferente dos crimes cometidos pelos outros, porque ele “pediu desculpas”.

As medidas que estão sendo encaminhadas pelo governo de transição de Bolsonaro já indicam qual vai ser o seu destino: um prosseguimento das mesmas velhas práticas na política que tanto criticou para ser eleito, para a desilusão das massas que nele apostaram em desespero.

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