Alexandre de Moraes
Trata-se de uma demonstração prática de que a podridão é multi-institucional, suprapartidária, da extrema direita à falsa esquerda. Afinal, Vorcaro encontrava portas abertas em diferentes partidos e instituições porque o grande capital não está submetido às fronteiras eleitorais com que seus representantes dividem o povo.
Escárnio: ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin (de costas) riem durante sessão do STF, em meio à crise sem precedentes de legitimidade das velhas instituições. (Foto: Brenno Carvalho/O Globo)
STF termina sessão sem decidir sequer se Moraes será investigado; pedido de vista de Flávio Dino suspende julgamento por até 90 dias e pode empurrar retomada para dezembro.
Plenário do STF durante a histórica sessão de 15 de setembro sobre o caso Master, que expôs em público a crise que corrói a cúpula judiciária. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Moraes chama relatório da PF de “farsa” e invoca “interferência estrangeira” para salvar a própria pele, enquanto Dino pede apuração sobre encontro de Mendonça com Vorcaro e possíveis interesses do Master em concessões públicas.
Escárnio: ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin (de costas) riem durante sessão do STF, em meio à crise sem precedentes de legitimidade das velhas instituições. (Foto: Brenno Carvalho/O Globo)
Fachin passou o dia consultando ministros e Paulo Gonet para definir como a Corte julgará o relatório da PF que alcança um de seus próprios membros; diligências consideradas sensíveis continuam fechadas.
Os togados Edson Fachin e André Mendonça. (Foto: Andressa Anholete/SCO/STF)
Ministros da casta judiciária derrubam as ordens uns dos outros, 11 dos 13 diretores da PF põem os cargos à disposição e as apurações são suspensas justamente quando alcançam os próprios julgadores.
Alexandre de Moraes e Edson Fachin no plenário do STF. Em 9 de setembro, Fachin retirou do colega a relatoria do inquérito das fake news, que Moraes comandava havia mais de sete anos. (Foto: Adriano Machado/Reuters/Reprodução)
Decisão separa a acusação de Moraes contra Mendonça do inquérito relatado pelo próprio acusador; diferentes grupos de Poder já disputam quem conduzirá os casos Master e INSS.
Presidente do STF, Edson Fachin tenta remediar a profunda crise e arbitrar confronto entre Moraes e Mendonça. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Reprodução)
A divulgação do relatório agravou a pugna no interior do STF e entre as instituições do velho Estado, chegando a demonstrar também as relações diretas entre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o ex-banqueiro. O próprio relator André Mendonça também chegou a ter reunião com Vorcaro.
Alexandre de Moraes e Paulo Gonet. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em profunda crise de legitimidade, as instituições do velho Estado afundam no descrédito, mas o ministro do STF tem uma receita para a velha democracia burguesa: reformar as eleições – num sistema do qual ele próprio é velho conhecido.
Alexandre de Moraes confere o relógio durante sessão do STF. A velha ordem tem pressa – mas não há reforma eleitoral que detenha sua decomposição. (Foto: Wilton Junior/Estadão)