Augusto Heleno

Augusto Heleno foi espionado por estrutura montada por Jair Bolsonaro

A rede de espionagem que foi estruturada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a partir do programa israelense “First Mile” foi utilizada para espionar Augusto Heleno. De acordo com a investigação da Polícia Federal, um número de celular utilizado por Heleno para assuntos de trabalho foi consultado 11 vezes, segundo a jornalista Renata Agostini, do monopólio de imprensa O Globo.
Foi isso que os senhores generais aprenderam no Haiti. É isso o que estão praticando, agora, nas favelas de todo o País, especialmente as cariocas, através de suas forças auxiliares. O Exército faz isso sem consideração pela verborragia deste ou daquele governo de turno.
Jornalões reacionários recomendam cautela frente à crise envolvendo Bolsonaro e militares. Este é um sinal da falta de unidade sobre o que fazer com o elefante na sala: as Forças Armadas conspirando abertamente por um golpe militar com ministros de Estado.
Uma operação aprovada pelo STF atingiu generais, Bolsonaro e políticos alinhados ao ex-presidente. Apesar de aparentar “combater o golpismo”, o que o STF busca é a punição àqueles que ultrapassaram o limite aceito pela direita liberal ali representada, garantindo o seu bolsão de poder.
No último dia 30 de janeiro, a PF intimou o ex-chefe do GSI, Augusto Heleno, a depor acerca do recente caso revelado acerca da rede de espionagem montada contra brasileiros contrários a Bolsonaro
Democracia Inabalada: Os esforços do governo de Luiz Inácio em celebrar o haver “frustrado um golpe de Estado”, se referindo aos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, é uma grande demonstração de hipocrisia
Foto: Senado Federal do Brasil
Em depoimento, Heleno optou por ficar calado frente aos questionamentos sobre sua presença em reuniões de Jair Bolsonaro com os comandantes das três forças depois da derrota eleitoral e também nos encontros com o hacker Walter Delgatti.
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid ao STF e à PF pode indicar a participação de generais da reserva na articulação e agitações golpistas, segundo a jornalista Mônica Bergamo. Com os desdobramentos, a crise militar se agrava.