Enquanto Mauro Vieira e Haddad falam em “reanimação das relações diplomáticas”, o que se vê é o aprofundamento da subjugação nacional. Entre as “ofertas” levadas à mesa estão concessões no setor de etanol, minerais críticos e terras raras, áreas de alto valor estratégico. Também está na pauta o setor das big techs, onde o governo Luiz Inácio já acena com a criação de grupos de trabalho sob supervisão da diplomacia ianque.
O valor de R$4,9 bilhões já havia sido aplicado nas eleições de 2022. Naquele ano partidos da direita até a falsa esquerda embolsaram as quantias milionárias para suas campanhas. Sendo, por exemplo, a sigla União Brasil uma das que mais recebeu, contando a cifra de R$ 782,5 milhões. Seguido do PT que encheu R$ 503 milhões para sua campanha eleitoral.
Com a perseguição aos aposentados, pensionistas e deficientes, a fila para o acesso aos direitos previdenciários cresceu de 1,5 milhão, em dezembro de 2023, para 2,6 milhões de pessoas, em agosto de 2024.
Luiz Inácio justificou corte com remanejamento de R$ 3 bilhões para o Auxílio Gás, um valor inferior em R$ 4,7 bilhões ao corte. Em contrapartida, governo fez questão de destinar R$ 4,1 bilhões ao Plano Safra no final de fevereiro.
Ainda não se sabe quando as taxas vão entrar em vigor, mas é certo que o Brasil será afetado. O país é um dos principais fornecedores de aço para o EUA – em 2024, 4,08 milhões de toneladas de aço foram despachadas para o Norte do continente.
Com a nova regra, aumento será de, no máximo, 2,5% acima da inflação. Caso o texto já estivesse valendo, o aumento seria de R$ 35,30 em 2025, em vez de R$ 106, como é o previsto.
Alta do dólar funciona como tática do mercado financeiro de desvalorizar o real para pressionar o governo de Luiz Inácio a aprofundar a política de austeridade fiscal já aplicada. Luiz Inácio e sua equipe econômica e a turma do Banco Central atuam como bons mordomos do imperialismo.
Esse é o pior cenário enfrentado por Luiz Inácio nos três mandatos na presidência, sinal do desgaste e da deslegitimação do oportunismo de falsa esquerda no Brasil. Na primeira gestão, marcada pela ascensão ao auge do oportunismo no País desde a chamada redemocratização, Luiz Inácio tinha, ao final do segundo mandato, 45% de aprovação e 13% de reprovação.