Tarcísio de Freitas

SP: Tarcísio propõe cortes nas universidades públicas e beneficia instituições privadas

Enquanto as universidades públicas terão uma diminuição avassaladora em seu orçamento, as universidades privadas terão um desconto de aproximadamente 60% no pagamento dos impostos.
No dia 17/04, foi aprovado na Câmara Municipal de São Paulo, em uma primeira votação, o Projeto de Lei (PL) que trata da privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A votação se encerrou com a aprovação do PL por 36 votos favoráveis e 18 contrários.
Governo de SP não encerrará política genocida, mas intensificação dos protestos populares já existentes se destaca como caminho para derrotar os planos reacionários do governo paulista.
Na tentativa de ganhar o espólio eleitoral de Bolsonaro, inelegível, o governador Tarcísio tem se esforçado. Hoje, ele respondeu críticas à PM, que já vitimou 63 pessoas na Baixada Santista: “Pode ir para a ONU, para a Liga da Justiça, no raio que o parta, eu não tô nem aí”.
A maioria dos novos indicados são da “linha dura” da PM, mais próximos do bolsonarismo e da extrema-direita em geral. É um indicativo de que Tarcísio busca aprofundar a repressão e os crimes contra o povo.
Governo estadual pretende fazer uma consulta pública de menos de um mês sobre leilão da Sabesp como tentativa de diminuir a participação popular. Nos meses de votação da privatização, greves e protestos rejeitaram a medida em massa.
Temos dito e não custa recalcar: a tendência da fascistização e reacionarização do Estado em todos aspectos da vida é uma lei da democracia burguesa – tanto mais quando ela é apenas um simulacro mal-acabado, preenchida pelos costumes da passada escravidão e da servidão ainda existente.
11 PMs foram acusados de estupro no bairro Guarujá. O crime ocorreu no mesmo mês das genocidas "operações escudo" do ano passado. No mês passado, operações do mesmo tipo ocorreram no mesmo bairro. Hoje, Lula se reuniu com Tarcísio de Freitas e elogiou o trabalho do governador.
Em que pese todas as mudanças nas estruturas de governo, do nível municipal ao federal, com a “alternância de poder” entre todas as siglas do Partido Único, há uma coisa intocada: a lógica da repressão.