No dia 9 de julho, a presidente do Peru, Dina Boluarte, e o Congresso peruano aprovaram uma lei que perdoou o ex-presidente genocida Alberto Fujimori e outros 600 militares processados por seus crimes anteriores a 2002. Fujimori e sua filha possuem ambições de concorrerem novamente à presidência do país.
O projeto aprovado extingue completamente as sanções relacionadas aos crimes cometidos de Fujimori e por centenas de militares que ativamente contribuíram e participaram da sanguinária execução de camponeses e ativistas através de esquadrões de morte paramilitares financiados pelos USA. Por conta do período em que esteve à frente da presidência do Peru (1990 até 2000), Fujimori é criticado por movimentos populares e organizações internacionais de todo o mundo por instituir um verdadeiro regime de terror, cujo saldo são a morte de milhares de camponeses, esterilização forçada de 350 mil mulheres peruanas e torturas desenfreadas ocorridas em diversos vilarejos.
Logo após a chamada “Lei da Anistia”, Fujimori teve a acusação da esterilização de 350 mil mulheres peruanas anulada pela Quarta Câmara Penal Superior do Tribunal Peruano. O processo, que já foi interrompido em diversas ocasiões, vai novamente contra a orientação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, porém, sem nenhum respaldo ou sanção da mesma, sequer havendo posicionamento de algum líder político dos países que participam da corte da clara violação de vários artigos do tratado por parte do Peru.
Em 2023, a Câmara Constitucional e Social do Supremo Tribunal de Justiça rejeitou um pedido de ampliação da denúncia no caso de esterilizações forçadas, e declarou nulo o processo iniciado em 2021. Tais ações demonstram a imensa proteção do genocida Fujimori no Peru, elevado a quase “intocável” dentro dos ditames do judiciário do velho Estado peruano.
Em seu “grande plano” de voltar a eleger-se, outro obstáculo era seus inúmeros casos de corrupção. Porém, por pura coincidência, um de seus aliados políticos, o deputado Luis Cordero Jon Tay (do partido Somos Perú), apresentou um projeto de lei para que funcionários e servidores públicos condenados por corrupção que tenham sido declarados reabilitados, possam concorrer à Presidência ou vice-presidência de a República. Algo que beneficiaria diretamente na candidatura de Alberto e sua filha, Keiko Fujimori, ambos afundados na lama com esquemas enormes de tanto assaltarem os cofres da nação.
Tudo faz parte da cartada dos Fujimoris e seus cupinchas, que podem ser beneficiados pela legalização de crimes, chacinas e de um regime terrorista contra o povo peruano.