PR: Em crime brutal, PM mata oito pessoas no Paraná

PR: Em crime brutal, PM mata oito pessoas no Paraná

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Policial militar matou oito pessoas em chacina no Paraná. Foto: Fernando Braga

Um policial militar matou oito pessoas aleatoriamente nas cidades de Toledo e Céu Azul, no oeste do Paraná, durante a noite do dia 14 de Julho. Fabiano Júnior Garcia, 37 anos, matou seis familiares, dois desconhecidos e depois se matou.

De acordo com relatos da Polícia Militar (PM), Fabiano trabalhou normalmente durante o dia e deixou o 19º Batalhão de Polícia Militar de Toledo por volta de 19h. Acredita-se que ainda em Toledo ele tenha matado a mulher Kassiele Moreira Mendes Garcia, esposa, de 28 anos, e a enteada Amanda Mendes Garcia, enteada, de 12 anos. Depois disso, ele foi de carro até a casa da própria mãe Irene Garcia, mãe, de 78 anos, matou ela e também o irmão Claudiomiro Garcia, irmão, de 50 anos.

Após os assassinatos, o policial foi com seu carro até a cidade de Céu Azul onde matou os próprios filhos Miguel Augusto da Silva Garcia, filho, de 4 anos, e Kamili Rafaela da Silva Garcia, filha, de 9 anos. Após o assassinato dos filhos, o homem voltou para Toledo e no percurso matou dois jovens que cruzaram cm ele pela rua, sendo eles Kaio Felipe Siqueira da Silva, 17 anos e Luiz Carlos Becker de 19 anos.

Quase todos os crimes foram cometidos com a arma da própria corporação, que ficava sob guarda do PM. A idosa Irene foi morta por meio de facadas. Fabiano estava na PM há 12 anos e segundo a corporação nunca havia apresentado problemas psicológicos. Policiais do mesmo batalhão se disseram “surpresos” com a atitude de Fabiano.

PMs aplicam o que aprendem na corporação

Não são raros os casos em que policiais militares agem com covardia e violência em suas vidas particulares, inclusive contra seus próprios familiares. Recentemente a policial militar Rhaillayne Oliveira de Mello matou a própria irmã, Rhayna, durante uma discussão em um posto de gasolina, na cidade de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro.

Tais condutas são o resultado direto daquilo que os agentes da repressão aprendem dentro dos batalhões e o que praticam nas favelas e periferias do país, ou seja, torturas, execuções, truculência e covardia, sendo impossível qualquer outra forma de “educar” estes soldados da força de repressão do velho Estado brasileiro (como cacarejam falsos humanistas e oportunistas). Como se já não bastasse tal comportamento criminosos e antipovo, ainda contam com benefícios como o monopólio das armas e ainda a concessão de armamentos da corporação, para uso particular do militar. Com isso, utilizam armas pagas com dinheiro de impostos do povo para ameaçar e assassinar os próprios trabalhadores.

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