PR: Merendeiras recebem salários atrasados após protesto em Londrina

PR: Merendeiras recebem salários atrasados após protesto em Londrina

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Merendeiras protestam dentro da prefeitura de Londrina, no Paraná. Foto: Rafael Machado

Merendeiras terceirizadas da rede municipal de Londrina, no Paraná, conseguiram receber salários que estavam atrasados após realizarem um protesto em frente a prefeitura da cidade, no dia 12 de julho, por volta de 12h. As trabalhadoras adentraram a sede do governo municipal e cobraram providências do prefeito Marcelo Belinati (PP). Somente por conta da mobilização é que a gerência de Belinati se viu obrigada a pagar as trabalhadoras.

As merendeiras estavam desde junho com os salários atrasados, pois a empresa terceirizada Especialy Terceirização não repassou o dinheiro às trabalhadoras. A empresa também não pagou o ticket e o vale alimentação referente ao mês de maio. Com isso, cansadas da humilhação e injustiça, as merendeiras se organizaram e foram em busca dos seus direitos.

Durante o protesto foram levantados cartazes com frases como Merendeiras também comem!, Cansamos de ser terceirizadas, queremos ser concursadas!, Concurso Já!, Terceirizadas indignadas!. As trabalhadoras afirmavam que só iriam embora após o dinheiro ser depositado em suas respectivas contas.

As trabalhadoras chegaram a ir até a porta do gabinete do prefeito Marcelo Belinati e exigiram que o gerente municipal as recebesse. Contudo, foram informadas por meio de assessores que o prefeito estaria em outra reunião. Dessa forma, as merendeiras foram recebidas pela secretária interina de Educação, Mariangela Bianchini.

Em meio a combatividade das trabalhadoras, os representantes da prefeitura foram obrigados a efetuar o pagamento ainda durante a tarde do dia 12, ação que foi comemorada pelas merendeiras como grande vitória da manifestação.

Contudo a luta das merendeiras ainda não terminou. O contrato da prefeitura com a Especialy Terceirização, termina no dia 10 de agosto. Com isso, existe o temor por parte das trabalhadoras de serem demitidas e a empresa ainda não honrar com o depósito da rescisão contratual.

A empresa tem contrato com cerca de 170 merendeiras que trabalham em dez Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), 26 escolas da zona sul e nove CMEIs e 19 instituições municipais da região oeste.   

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