Preço da cesta básica subiu em todas as capitais em 2020

Preço da cesta básica subiu em todas as capitais em 2020

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Os preços do conjunto de alimentos básicos necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês aumentaram em todas as capitais em 2020. É o que aponta relatório da Dieese divulgado em 11 de janeiro. Carne, leite, manteiga, arroz, soja e batata são alguns dos alimentos que mais tiveram alta.

Foto: Rodrigo Clemente. Foto: Banco de Dados AND. 

São Paulo foi onde se registrou o maior preço médio: R$ 631,46, que corresponde a 53,45% do salário mínimo vigente, de R$1.045. Em 11 das 17 capitais analisadas, a cesta básica custa mais da metade do salário mínimo atual.

O estudo também calculou que os trabalhadores remunerados pelo piso nacional tiveram que trabalhar 116 horas e 20 minutos para comprar os alimentos da cesta. Este número é maior que a média registrada em 2019, quando ficou em 108 horas e 9 minutos.

Ao comparar o custo da cesta com o salário mínimo líquido, isto é, após o desconto referente à Previdência Social, constata-se que o trabalhador remunerado com um salário mínimo comprometeu em média 56,57% do seu pagamento para comprar os alimentos básicos. Em novembro, esse percentual foi de 56,33%.

Tomando como base esses dados, o Dieese concluiu que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90. conforme já publicado pelo AND. Essa quantia corresponde a 5,08 vezes o mínimo vigente até o 31 de dezembro ( R$ 1.045,00).

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