Professores da UEMG realizam manifestação e votam por continuar a greve (Atualizado)

Os professores da UEMG estão em greve desde o dia 02/05. Eles realizaram um ato no dia 24 de maio exigindo reajuste salarial, recomposição salarial, pagamento de benefícios e negociação imediata com o governo de Romeu Zema.

Professores da UEMG realizam manifestação e votam por continuar a greve (Atualizado)

Os professores da UEMG estão em greve desde o dia 02/05. Eles realizaram um ato no dia 24 de maio exigindo reajuste salarial, recomposição salarial, pagamento de benefícios e negociação imediata com o governo de Romeu Zema.
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Na última sexta-feira, 24/05, centenas de professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) junto a estudantes realizaram uma manifestação e passeata na cidade de Passos, interior de Minas Gerais. Durante o ato foram levantados faixas e cartazes condenando as politicas privatistas do governo e em defesa do ensino público. Após a manifestação, os professores da UEMG, junto a seu sindicato, ADUEMG, realizaram uma massiva assembleia com a participação de professores de 13 unidades que decidiu por unanimidade seguir com a greve.

Os professores denunciaram também a falta de abertura para negociações por parte do governo do estado e as ameaças de cortes nos adicionais pagos aos professores realizadas pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (SEPLAG). Esses adicionais, chamados de penduricalhos, representam quase metade do salário dos docentes.

Os professores da UEMG estão em greve desde o dia 02/05. Wilma Guedes, professora da UEMG e segunda secretária do ADUEMG, explica um pouco as motivações da greve nas redes sociais do sindicato: “Nossas reivindicações são em defesa da autonomia universitária, pela recomposição salarial, de uma remuneração que hoje está defasada em 75%. Pela recomposição orçamentária da universidade, visto que sofremos vários cortes tanto na UEMG quanto na UNIMONTES, reivindicamos o pagamento da dedicação exclusiva, reivindicamos a possibilidade de os professores de 20 horas estenderem para 40 horas, reivindicamos a efetiva garantia de pagamento pela titulação dos professores das duas universidades. Reivindicamos que o governo de Minas Gerais garanta uma mesa de negociação.”

A expectativa é de que a greve se mantenha forte por um longo período, podendo superar a duração da greve de 2016, que durou 3 meses e só foi encerrada com a assinatura de um acordo judicial que não foi cumprido pelo antigo governador Fernando Pimentel (PT) e nem pelo atual governo de Romeu Zema (Novo).

Em julho de 2023 o governo do estado aprovou uma lei que garantia isenção de impostos para locadoras, apenas a Localiza, financiadora da campanha de Zema e um dos maiores monopólios do setor no país, deixaria de pagar cerca de R$460 milhões. O prejuízo estimado ao estado seria de mais de R$1 bilhão. Enquanto isso o governo do estado se recusa a cumprir o acordo de greve firmado com os professores em 2016 e aprofunda o sucateamento das escolas e universidades públicas sob a afirmação de que está em regime de recuperação fiscal. A verdade é que para o governo de Romeu Zema (Novo) vale a máxima, “aos amigos os favores, aos inimigos [neste caso, o povo], os rigores da lei”.

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