A chamada “crise da segurança pública” tornou-se pauta central da farsa eleitoral de 2026. Os candidatos divergem na forma, mas convergem no essencial: endurecer as leis penais, ampliar o encarceramento e reforçar o emprego das Forças Armadas reacionárias no “combate ao crime”. A demagogia eleitoral em torno da “guerra ao crime” transforma o medo real da criminalidade em justificativa para aprofundar uma política repressiva aplicada há décadas.
O Brasil chegou a 964.668 presos em 2025 e, desde 2000, a população prisional cresceu cerca de 314%, sem impedir a expansão das “organizações criminosas”. Pelo contrário: o encarceramento em massa e a “guerra às drogas” acompanharam o crescimento das “facções”, enquanto sucessivas operações policiais e militares multiplicaram a repressão contra o povo pobre.
A face mais visível do tráfico está nas favelas e bairros pobres. Mas é ali que começa e termina a “criminalidade organizada”? Que relações existem entre o tráfico de drogas, os aparelhos de repressão do velho Estado burguês-latifundiário e as classes dominantes reacionárias? A reportagem de AND segue essas relações muito além dessa ponta mais exposta.
E, se mais cadeias, mais repressão e mais militarização não resolveram o problema, onde estão suas raízes? Entre 1960 e 1980, quase 30 milhões de pessoas deixaram o campo, expulsas pela concentração fundiária e pela violência do latifúndio, engrossando nas cidades as fileiras do proletariado e do semiproletariado e os grandes bolsões de miséria. O que isso tem a ver com a chamada “crise da segurança pública”? E qual é a relação entre tudo isso e a Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista?
As respostas estão na reportagem completa, disponível no canal de AND no YouTube.
