Republicanos irlandeses realizam ataque em meio à crise do Brexit

Republicanos irlandeses realizam ataque em meio à crise do Brexit

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Cenário da explosão em Derry. Foto:Reprodução/Twitter PSNI

No dia 19 de janeiro um carro-bomba explodiu em frente a um tribunal do governo e de uma loja maçônica, na cidade de Derry, na Irlanda do Norte ocupada pelo imperialismo inglês. A bomba causou danos estruturais a ambos os prédios, porém não houve feridos ou mortos.

modus operandi do ataque seguiu as características do grupo Exército Republicano Irlandês (IRA, sigla inglês). Quinze minutos antes, as forças de repressão, por telefonema, foram advertidas sobre a explosão, relatou o portal internacionalista alemão Dem Volke Dienen (Servir Ao Povo). 

O IRA teria enviado uma declaração a jornais de Derry alguns dias depois assumindo a autoria do ataque. Na declaração lia-se que o IRA “continuará a lutar contra as forças da coroa e seu estabelecimento imperial”. O monopólio de imprensa inglês destacou em especial o trecho da declaração que dizia: “avisamos para quem colaborar com os britânicos ter cautela e desistir de imediato, já que mais nenhum aviso será dado”. “Nossa luta continua.”, conclamou, ao fim da nota.

O órgão da imprensa local Derry Journal afirmou também que uma série de serviços da cidade, como correios e polícia, foram vítimas de “incidentes” e tiveram que ser suspensos durante alguns dias. A cidade de Derry é tradicional berço da Resistência Nacional e republicana nos seis territórios irlandeses sob ocupação. O imperialismo inglês chegou até à oficialmente adicionar Londres ao nome da cidade e do condado onde localiza-se, transformando-a em Londonderry, manobra amplamente rejeitada pelo povo da Irlanda.

Desde o anuncio da saída do Reino Unido da União Europeia (chamada de Brexit), uma profunda crise econômica e política estourou no país imperialista, dividindo inclusive grande parte dos colaboradores da ocupação na Irlanda do Norte entre pró e anti-Brexit. Tão grande é o medo das classes dominantes inglesas e seus lacaios de uma nova onda de revoltas na Irlanda do Norte que foi anunciado que cerca de 700 oficiais da inteligência do Reino Unido estariam sendo enviados para “reforçar a segurança” no território, relata o monopólio de imprensa britânico. O IRA, entretanto, afirma que “as negociações do Brexit não influenciarão nossas ações. O IRA não irá sumir”.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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