RJ: Brigadas de venda e distribuição agitam Central do Brasil

RJ: Brigadas de venda e distribuição agitam Central do Brasil

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por Comitê de Apoio ao AND do Rio de Janeiro

No dia 27 de julho, alguns companheiros do Comitê de Redação aderiram às atividades de propaganda. Foram realizadas duas brigadas, uma de vendas pela manhã e outra, de distribuição, à tarde. Vejamos os números: pela manhã, foram vendidos cerca de 20 jornais em apenas duas horas de atividades, com a participação de 4 companheiros; à tarde, mil jornais foram distribuídos aos transeuntes na Central, com a participação de 7 companheiros. Totalizando mais de mil jornais nas mãos da população carioca em um único dia.

Na brigada de venda pela manhã, optou-se pelo ramal de trem de Santa Cruz, que àquele horário, 9 horas e meia, estava menos tumultuado. Os companheiros, então, se dividiram na atividade, alguns distribuíram os jornais entre os passageiros enquanto um outro fazia a agitação apresentando o jornal e sua linha editorial, de forma que ligasse os problemas particulares da população à solução geral: a Revolução pendente em nosso país.

A população não só ouvia como também se posicionava a respeito e mostrava sua indignação com a situação do país. Um senhor, incentivado pela politização levada pelos companheiros, levantou sua indignação contra o intento do país regressar ao regime militar: “Eu vivi a ditadura. Assassinaram muitos e deram muito dinheiro para esses que estão aí. Pegaram dinheiro com o FMI e deixaram o país na m***. Por isso não confio nesses que ficam lá, ‘meia-volta volver’, de jeito nenhum”, afirmou, fazendo referência a um movimento militar.

Num outro vagão, dois jovens operários da construção civil, a princípio, provocaram à distância os companheiros: “Ih, se for política eu nem quero”. Um companheiro então retrucou, instigando-lhes curiosidade: “Mas é isso mesmo, meu amigo. Isso aqui é contra essa política que está aí. Nós estamos mostrando para o povo que só a rebelião para mudar o país e varrer essa canalha daqui”. Os operários pegaram o jornal, falaram rapidamente de suas difíceis condições de vida e ouviram a agitação atentamente. Ao fim, juntando ambos os trocados, levaram um jornal para lê-lo. “Eu gosto de ler para descansar, vou ler isso tudinho”, despediu-se um deles.

Alguns outros passageiros pediam que as brigadas fossem feitas no começo do mês, à época de pagamentos dos salários.

Nesta atividade é importante destacar o avanço de uma apoiadora que, sentindo-se à vontade e preparada, se propôs a fazer agitação nos trens. Num outro momento, mesmo quando um sujeito reacionário, militar, levantou sua voz para defender seus generais, a companheira manteve-se firme junto com os demais companheiros. O elemento, sem argumento, foi obrigado a se retirar do vagão.

Na brigada de distribuição à tarde, apesar do contratempo do rádio-amplificador não ter funcionado, a brigada aconteceu de forma vigorosa.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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